Mosquito Aedes aegypti é preocupação constante no Brasil. Foto: reprodução/Pikrepo.
Publicidade

O novo coronavírus é a principal preocupação mundial de saúde em 2020. A doença concentrada em Wuhan, na China, também já atinge outros países e teve seu primeiro caso confirmado no Brasil nesta semana – um homem de 61 anos morador de São Paulo. Acontece que outra virose, que historicamente sempre provocou mortes no Brasil, tem dados preocupantes em Belo Horizonte, por consequência também em Venda Nova, neste ano: a dengue.

No ano passado, a capital mineira, Minas Gerais e o Brasil como um todo enfrentaram uma epidemia da enfermidade ligada ao mosquito Aedes aegypti. No estado, os 480.609 diagnósticos confirmados significaram o segundo pior índice da década, perdendo apenas para 2016, quando 517.830 moradores do estado foram vítimas.

Acontece que balanços das secretarias de Saúde de BH e Minas mostram que os números da doença na capital mineira, quando comparamos as últimas semanas dos meses de fevereiro de 2019 e 2020, são maiores neste ano que no ano passado. Vale lembrar que em 2019, até o último levantamento, 179 pessoas morreram no estado por conta da dengue.

CONTINUA APÓS ESTA PUBLICIDADE


De acordo com balanço da Saúde estadual datado de 25 de fevereiro de 2019, BH tinha 1.676 casos prováveis (soma dos suspeitos aos confirmados) da doença até aquele período. Neste ano, conforme tabela divulgada nesta sexta-feira (28) pela Saúde municipal, a cidade concentra 2.130 casos prováveis (362 confirmados e 1.768 suspeitos), 454 a mais que o mesmo período do ano passado, um ano epidêmico.

Em Venda Nova, segundo a Saúde municipal, são 51 diagnósticos confirmados e 205 suspeitos, o que totaliza 256 prováveis. Só três territórios têm números maiores que a Regional: Barreiro (265), Nordeste (287) e Leste (456).

Além dos problemas de saneamento básico de Belo Horizonte e da falta de cuidados da população, as chuvas que atingem a capital mineira neste ano contribuem para reprodução dos mosquitos da dengue. O mês de janeiro deste ano foi mais chuvoso da história da cidade, enquanto fevereiro é o com mais pluviosidade em 40 anos.

Um exemplo dos prejuízos trazidos pela união entre a falta de saneamento básico e as chuvas intensas é a Vila do Índio, no Bairro Santa Mônica, em Venda Nova. Em janeiro, o Jornal Norte Livre conversou com a líder comunitária Mônica de Jesus sobre a questão.

“Aqui tem muito foco de dengue mesmo. Tem muita coisa que armazena água. A gente faz esse trabalho com a comunidade. Pede aos moradores para não descartar lixo no córrego, mas não adianta. Além disso, agente de endemias nunca vêm aqui”, ressaltou Mônica à época.



Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui