Mapa de Venda Nova - Imagem: Norte Livre
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De acordo com dados do boletim epidemiológico da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), via Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Venda Nova não é a Regional com maior número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados para Covid-19, mas é o local com maior número de pessoas vitimadas pelo novo coronavírus na capital: 94 ao todo. A cada 100 pessoas internadas com sintomas graves da doença, 25 morrem, conforme dados.

Fonte: PBH

Outra importante relação existente para Venda Nova é que a partir do dia 22 de junho, 28 dias após a primeira reabertura gradual do comércio proposta pela PBH, a Regional teve uma aumento de 80% no número de óbitos, saindo de 5 para 9 mortes por Covid-19 com sintomas graves.

O mesmo ocorre no dia 03 de julho, quando 26 dias após o início da segunda etapa de reabertura a Regional dá outro salto de vítimas, indo de 19 para 24 mortos com sintomas graves do Covid-19. Um aumento de 20%.

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Do dia 22 de junho em diante, a Venda Nova começa a escalada de vítimas do Covid-19, chegando a ser o local com mais óbitos no dia 14 de julho: 42 ao todo. No dia 28 de julho, a Regional deixou de encabeçar a lista de mortes, ficando atrás da Nordeste, que teve 66 mortes.

Agora, segundo o último boletim epidemiológico, divulgado nesta segunda-feira (10), a Regional soma 94 mortes com sintomas graves do novo coronavírus e volta a ser o local com maior número de vítimas.

Veja abaixo a escalada:

Histórico

Desde o dia 25 de março, o Jornal Norte Livre noticia sobre o novo coronavírus na Regional. As informações vão da abertura do Centro Especializado em Doenças Respiratórias aberto pela PBH na Unidade de Pronto-Atendimento de Venda Nova (UPA Venda Nova) até as novas etapas de flexibilização do comércio propostas na última terça-feira (04) pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

Contudo, notícias como a de “Sociais Clandestinas” organizadas por jovens e constantes desrespeitos à quarentena são visíveis. Veja abaixo a linha do tempo:

Tentativas

A PBH, consciente da necessidade de controle dos casos de Covid-19 em Venda Nova e demais Regionais da capital, adota a cada dia novas medidas de contenção e prevenção. A mais recente, iniciada em 27 de julho, foi a implantação de “dois pontos de fiscalização sanitária nos terminais de ônibus Vilarinho e Venda Nova. Na última semana um ponto de higienização do SAMU também foi instalado no Hospital Risoleta Neves para agilizar ainda mais os atendimentos à população”, informa a SMSA.

O Jornal Norte Livre questionou a SMSA sobre a existência de algum estudo ou relatório que possa indicar a motivação da Regional, que não tem a maior quantidade de casos de sintomas graves identificados, ser uma das localidades com maior taxa de letalidade. Contudo, a prefeitura, por meio da Secretaria, disse não fazer tal análise.

Veja abaixo o número de casos por bairro de Venda Nova.


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Há alguma explicação?

Em estudo publicado em 16 de julho, a equipe do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OsuBH), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), correlacionou o aumento das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRGA) por Covid-19 (novo coronavírus), ou por outros patógenos, com o risco social e as diferentes situações de habitação dos moradores da capital.

Conforme relatório, em regiões com mais internações, as condições de habitabilidade e os índices de vulnerabilidade social e de saúde “podem explicar as taxas e risco mais elevado nesta população mais desprovida de acesso a bens e serviços”.

Em Venda Nova e outras regionais, segundo resultados, o perigo de internações por SRAG (por Covid-19 ou por outros patógenos) aumenta muito em locais limítrofes com importantes vilas e aglomerados da cidade. Veja abaixo a evolução nos mapas de calor das internações.

Segundo o estudo, tendência de casos de internação nos Bairros Piratininga, Rio Branco, Jardim Leblon, São João Batista, Maria Helena, parte do Santa Mônica e Vila Apolônia é muita alta. Já no Bairro Minas Caixa ela se mantém alta.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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