Associação Atlética Bahia - Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre
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A pandemia do novo coronavírus e a implementação do isolamento social – até aqui a única medida comprovadamente eficaz contra a COVID-19 – traz reflexos para economia mundial em diversas esferas. Uma delas é o futebol, modalidade na qual até mesmo as grandes equipes precisam adotar estratégias para diminuir os custos.

Em Venda Nova, a queda no faturamento diante da suspensão das diversas competições que deveriam estar acontecendo também afeta os clubes da regional.

Entre eles está a Associação Atlética Bahia, situada no Bairro Serra Verde. “Está tudo prejudicado. A gente trabalha por conta própria, praticamente não temos renda. A coisa está complicada para pagar as contas de água e luz”, avalia José Maria Alves, presidente do clube.

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O clube tem despesa, sobretudo, com o campo localizado no Serra Verde. Segundo Zé Maria, como é conhecido na comunidade, uma reforma no vestiário estava planejada para acontecer justamente neste mês, mas por conta das dificuldades financeiras a melhoria será adiada.

O Bahia hoje tem diversas categorias, do pré-mirim até o master, além do feminino e do amador. Competições que estavam no cronograma do clube, como a Copa Centenário e a Taça BH, não poderão acontecer nas datas planejadas por conta da pandemia.

“Até agora, a federação (Mineira de Futebol) não falou nada. Nosso campo está precisando fazer limpeza. A última manutenção foi em março. Está tudo parado”, diz.

Escolinha sente reflexos

Divulgação/Bordeuax Esporte Clube.

Realidade parecida com a do Bahia é enfrentada pelo Bordeaux Esporte Clube, que treina no Sesc Venda Nova, no Bairro Novo Letícia.

“Os meninos treinam comigo no Sesc e nos horários que tenho disponível a gente participa de campeonato, como a Liga de Futsal de Venda Nova, a Copa Alterosa e a Taça Band. Mas, agora, está tudo parado”, explica Márcio Oliveira, proprietário da escolinha de futebol que oferece aulas do sub-7 ao sub-17, com turmas mistas (masculino e feminino).



A maior preocupação de momento do educador físico é quanto ao calendário do segundo semestre, que tende a exigir mais dos estudantes na escola, o que pode comprometer a realização de atividades extra-classe, como o futebol.

“Os pais estão perguntando: ‘Márcio, quando voltar vai ter campeonato?’. Eu falo que eles precisam pensar em outra situação: quando voltar, as escolas vão querer voltar apertando, com aulas no sábado e talvez nos feriados, justamente quando participamos de campeonatos”, afirma.

A aglomeração de pessoas que marca o esporte mais popular do país também causa preocupação em Marcos Oliveira. “No futebol profissional se especula que talvez nem tenhamos público neste ano. E olha que eles têm investimento para testar os jogadores. A gente não tem essa possibilidade. Como vou garantir a segurança dos meus meninos?”, lamenta.

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