Passagem atual custa R$ 4,50. O valor é justo? Foto: Vander Brás/PBH.
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Só nesta década, o morador de Belo Horizonte viu a passagem básica de ônibus, aquela adotada na maioria dos coletivos, ser reajustada seis vezes. A tarifa saiu de R$ 2,45, preço cobrado em janeiro de 2011, para os R$ 4,50 atualmente cobrados: um aumento de R$ 2,05 (crescimento de 119,5%).

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Nessa segunda-feira (6), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) usou suas redes sociais para criticar as articulações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) para reajustar a tarifa dos coletivos.

“A passagem este ano é R$ 4,50. Seja na Justiça, seja no diálogo ou seja no porrete…”, afirmou o prefeito pelo Twitter.

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Quando foi eleito em 2016, Alexandre Kalil tomou como principal bandeira de sua campanha a promessa de fazer uma auditoria na Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

O resultado saiu em dezembro de 2018 e apresentou um resultado longe do esperado pela população. Segundo o levantamento da prefeitura, que considerou mais de 100 mil documentos, a passagem de ônibus na capital deveria custar R$ 6,35.



A verificação também não encontrou irregularidades nos contratos da empresa pública de transportes com companhias privadas.

Apesar de os resultados da auditoria apresentarem uma tarifa longe da defendida por movimentos populares, como o Tarifa Zero, fato é que a gestão Kalil só aumentou a passagem dos coletivos da cidade uma vez desde que assumiu.

Isso aconteceu na virada de 2018 para 2019, quando o preço saiu de R$ 4,05 para R$ 4,50.

Antes desse aumento, a tarifa dos coletivos da capital mineira sofreu cinco reajustes, todos na gestão do ex-prefeito Márcio Lacerda. De 2010 para 2011, o acréscimo foi de R$ 0,20: de R$ 2,45 para R$ 2,65.

De 2011 para 2012, a passagem saiu de R$ 2,65 para R$ 2,80.

No ano posterior, os protestos que tomaram conta das ruas brasileiras puxaram o preço da passagem para baixo e o cidadão voltou a pagar R$ 2,65.

A conta chegou em 2014: dois reajustes aconteceram, um no meio do ano e outro no final. Com isso, a tarifa pulou para R$ 2,85 ainda no primeiro semestre e fechou o ano em R$ 3,10.



Em 2015, aconteceu o maior reajuste da década: a tarifa saiu de R$ 3,10 para R$ 3,70, um aumento de R$ 0,60.

No último do seu mandato, em 2016, Márcio Lacerda determinou mais um aumento e pegar um ônibus em Belo Horizonte passou a custar R$ 4,05.

No primeiro ano do seu mandato, Kalil manteve a passagem no mesmo preço, isto é, na virada de 2017 para 2018.

Um ano depois, no entanto, aconteceu o primeiro acréscimo da gestão do atual chefe do Executivo municipal: a tarifa saltou de R$ 4,05 para R$ 4,50.

Nessa segunda, a Justiça derrubou liminar que garantia um novo reajuste na passagem: o bilhete saltaria para R$ 4,75.

O aumento chegou a ser acatado pela Justiça, graças a liminar movida pelas empresas de ônibus, mas o judiciário derrubou o documento na segunda.

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