Boletim da prefeitura mostra tendência de alta da COVID-19 em Belo Horizonte. Foto: Adão de Souza/PBH.

Venda Nova alcançou nessa sexta (18) a marca de 200 mortes por COVID-19, conforme boletim da Prefeitura de Belo Horizonte. Só em dezembro, nove pessoas perderam a vida para a doença na Regional.

E os números do levantamento da prefeitura mostram que há uma tendência de alta da COVID-19 em BH. Atualmente, a capital mineira computa 59.141 casos confirmados de infecção pelo vírus: 2.596 em acompanhamento, 54.764 recuperados e 1.781 mortos.

A preocupação se estende à situação dos indicadores. A ocupação dos leitos de UTI bateu a marca de 70,4% no último boletim, o que faz a situação se tornar crítica.

Já a taxa de uso das enfermarias está em 62,4%. Desde o levantamento de sexta, a prefeitura retomou sua antiga metodologia para avaliar o índice: desconsiderou unidades “em potencial” para levar em conta apenas os leitos realmente disponíveis para pacientes com a virose.

Isso porque desde o início de agosto, quando o Executivo municipal começou a desmobilizar parte dos leitos dedicados à COVID-19 para atender outras doenças, a prefeitura considerava os leitos em potencial.

Ou seja, apesar de parte das unidades não estarem disponíveis para o tratamento da COVID-19, elas ainda eram consideradas no cálculo.

Outro parâmetro em situação de alerta na cidade é o número médio de transmissão por infectado pelo coronavírus. Cada pessoa doente passa o vírus, em média, para 1,11 cidadão.

A situação se torna crítica a partir de 1,2 e controlada em dados menores que 1.

Boletim pode trazer alta em janeiro

Com as férias escolares que já chegaram, muitas famílias de BH resolvem viajar, mesmo que diante da pandemia da COVID-19. O vai e vem de pessoas, portanto, pode significar aumento no número de casos e mortes pela virose.

De acordo com o infectologista Carlos Starling, quem vai viajar precisa ficar atento, de antemão, sobre a situação da cidade de destino: é preciso consultar as regras estabelecidas por aquela prefeitura ou estado.

Para fora do Brasil, a orientação é procurar o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, sediado em Atlanta, nos EUA.

“Se for de carro, vá com seu núcleo familiar, sem misturar com muita gente. Se for de ônibus ou avião, viaje de máscara e face shield”, aconselha o médico.

O especialista também recomenda que o turista faça um teste da COVID-19 antes da viagem para evitar descobrir que está com a doença só na cidade de destino.

“Passar mal longe de casa é terrível”, diz. E completa: “Ao menos na semana anterior à viagem, o ideal é manter você e sua família em quarentena. Sete dias mais quietos servem como prevenção”, afirma.

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