Atividade comercial na Rua Maçon Ribeiro, em Venda Nova. Indicadores permitiram nova flexibilização em BH.
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A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta sexta-feira (11) uma nova flexibilização do comércio da cidade em meio à pandemia da COVID-19. Com isso, atividades coletivas em academias (crossfit, ginástica e artes marciais, por exemplo) poderão acontecer desde que respeitas as normas sanitárias. Além disso, as lojas de rua vão poder abrir aos sábados das 9h às 17h.

O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, em entrevista coletiva na sede do Executivo municipal. A venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes permanece apenas das 17h às 22h às sextas-feiras; e das 11h às 22h aos sábados e domingos.

Além disso, os bares e restaurantes localizados dentro de shoppings e galerias, inclusive no Mercado Central, só podem funcionar se tiverem porta para a rua. Ou seja, a venda de chopps nas praças de alimentação permanece vedada.

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Quanto aos clubes e as feiras, a prefeitura informou que ainda estuda protocolos e debate sobre medidas para decretar a reabertura desses locais.

Leitos

Ao mesmo tempo que anunciou uma nova flexibilização, a PBH informou nesta sexta que vai começar desmobilizar leitos exclusivos para a COVID-19. De acordo com a prefeitura, há uma demanda maior das unidades para tratamento de pacientes de outras enfermidades.

“Essa transformação é reversível. A qualquer momento, esses leitos podem voltar a ser de COVID-19. Não faz sentido pessoas com infarto, com AVC e com traumas esperar a liberação de leitos que não estão sendo usados”, afirmou Jackson Machado Pinto.

Porém, o secretário disse que o cálculo da taxa de ocupação permanece levando em consideração o número total de leitos que podem servir aos pacientes da doença. Assim, na prática, não há alteração nos indicadores.

Conforme dados da prefeitura, 42% dos leitos de enfermaria estão em uso na cidade. Quanto às UTIs, o índice é de 43%. Já o fator RT, a velocidade de transmissão da COVID-19, permanece em 0,95.

Portanto, todos os três indicadores fundamentais para a tomada de decisão estão na fase de controle, a verde.

Parques

A PBH também anunciou a reabertura de três novos parques na cidade, a partir do dia 19 de setembro.

Dessa maneira, serão liberados os parques Aggeo Pio Sobrinho (Buritis), Renato Azeredo (Palmares) e da Serra do Curral (Mangabeiras). O agendamento deverá ser feito pela internet.

#maisquenúmeros

Hoje, trazemos uma homenagem a pedidos de Vânia T. F. Mota, moradora do Bairro Céu Azul, que perdeu o esposo Geraldo Magela Mota, 67 anos, arrematante da Caixa Econômica Federal, para o novo coronavírus (Covid-19).

Conforme Vânia, Geraldo era um marido muito alegre e sempre disposto. Quando o esposo reclamou da saúde e foi levado ao hospital, ainda não sabia que havia contraído a doença. A despedida de Geraldo foi repentina, pois passaram apenas dois dias entre ele ter tossido numa noite, se consultado no dia seguinte, sido encaminhado para internação e falecido no dia 16 de agosto. O casamento com Vânia durou 40 anos, mas o amor é eterno.

Um dos filhos, Guilherme, é empresário na Índia. Como forma de prestar homenagens ao pai, escreveu o texto que segue abaixo.

“Hoje, infelizmente, encaro o maior medo da minha vida: a dor de perder meu pai. E pior, esse medo veio junto com outro que sempre carregamos quando moramos fora — o de perder alguém que amamos estando longe.

Ontem meu pai se foi. Meu super-herói, o mais forte de todos, o mais lindo, o mais inteligente. O que era o melhor lateral esquerdo das peladas de BH (mentira pura, era um dos piores); o que era paraquedista (histórias pra criançada); o que falava inglês fluente lendo os nomes dos atores nos créditos finais dos filmes (e eu achava o máximo, pois nem sabia ler); o que tinha namorado a Rita Cadillac (ainda nos anos 80, eu, com 5 anos ou menos, ouvia outra “mentirinha” que me fazia acreditar no superpai que tinha).

Ele, o que era tudo mais que todo SUPERPAI é. Mas, pra quem conheceu o meu, o Dinho, sabe sem sombra de dúvidas que era o pai e avô MAIS ALEGRE, BRINCALHÃO E PALHAÇO do mundo.

Tantas histórias da infância simples dele. De melados de açúcar a quase arrancar um pedaço do nariz do meu tio Luiz (que foi um guerreiro que venceu esse maldito Covid-19 recentemente) brigando pelo doce… 

De enfaixar um pé pra não “passar a vergonha” de terem apenas um par de sapatos e, ele e meu tio, terem de dividir o mesmo calçado… Inúmeras histórias com o nosso Cruzeiro.

As suas histórias de infância e juventude, como a clássica com o tio Luiz: “você corre pra mim e eu guio pra gente”. E as nossas, as quais pude aproveitar muito ao seu lado. Putz, graças a Deus foram tantas!

Uma pessoa que sempre viveu cercado de amigos e familiares, mesmo sendo um chato com brincadeiras sem graça e perdendo a noção das palhaçadas, mas que todos nós não conseguíamos ficar sem nos encontros da família… ou na cervejinha na distribuidora… ou no baralho no escritório… ou nos almoços lá na vovó. O Tí Din, o Fididin, o Canseira.

Você nunca mediu esforços pra dar o melhor pra mim e pro meu irmão. Claro que sempre teve ajuda da minha mãe, sua “Oh Vânia!” — gritos constantes a chamando pra por sua comida ou simplesmente fazer cócegas na sua barriga até pegar no sono. Mas um exemplo que não podemos negar foi o do homem trabalhador que era.

Ainda que tenhamos passado por “perrengues”, nunca sofremos nenhuma dificuldade e sempre tínhamos nossa alegria de poder frequentar o Clube do Cruzeiro. Além de, uma vez por ano, juntar a farofada toda no São Francisco ou visitar o Tio Wandinho em Guarapari.

Lembro da dificuldade que foi cada parcela da minha faculdade. Lembro quando fui fazer intercâmbio em Londres e teve que pedir a Tia Marcinha pra comprar uma passagem no cartão, pois na época você não tinha condições.

Acho que ninguém perde um pai assim de maneira tão repentina e cruel, como foi perder você em um momento tão delicado, e consegue superar isso “na boa”. Mas eu fico com a certeza do nosso amor, mesmo que tímido às vezes, e do orgulho que você tinha do seu “Bida” e do eterno orgulho que terei de você como pai.

Ainda sem acreditar…
Da sua Vaninha, Do Pi, do Gui, da Lulu, da Juju e do Tutu.
Te amamos muito!

Geraldo com esposa e neta – Fonte: acervo pessoal.
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