Cerveja Belorizontina poderá ser entregue na Avenida Vilarinho nesta segunda. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
Cerveja Belorizontina poderá ser entregue na Avenida Vilarinho nesta segunda. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
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O caso da doença que tomou conta do noticiário de BH nos últimos dias também resvala em Venda Nova. Isso porque a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da vigilância sanitária, disponibilizou pontos para recolhimento da cerveja Belorizontina nas nove regionais da cidade.

Em Venda Nova, o produto deverá ser entregue na Avenida Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – no Bairro Parque São Pedro. O serviço está disponível das 8h às 17h apenas para moradores de BH, ou seja, não serve para donos de estabelecimentos comerciais. Não é cobrada qualquer taxa.

Segundo a prefeitura, qualquer lote da cerveja produzida pela Backer poderá ser entregue, não somente as linhas de produção L1 e L2 do lote 1348.

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Foram justamente nessas linhas de produção que peritos da Polícia Civil encontraram a substância química dietilenoglicol em garrafas de Belorizontina. Quando ingerida, ela se torna compatível com os sintomas sentidos pelas 10 pessoas listadas como caso suspeitos.

Dos 10 casos suspeitos, sete pairam sobre moradores de BH, um sobre cidadão de São Lourenço (Sul de Minas), outro de Nova Lima e um de Ubá (Zona da Mata). Esse último é o bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, única morte registrada até aqui.

Sintomas 

Pacientes começaram a apresentar os sintomas da doença misteriosa em dezembro último. No início, problemas gastrointestinais (náusea e/ou vomito e/ou dor abdominal).

Depois, os pacientes sofrem insuficiência renal aguda de evolução rápida (em até 72 horas) somada a alterações neurológicas, como paralisia facial e descendente, borramento visual, amaurose (perda da visão parcial ou totalmente) e alterações sensitivas.

Investigação

Até o momento, a investigação conduzida pela Polícia Civil não descarta quaisquer possibilidades. Isto é, a cervejaria Backer é a principal suspeita, mas fornecedores e uma possível sabotagem ainda fazem parte das alternativas apuradas pela instituição de segurança pública.

Durante o último fim de semana, agentes da polícia trabalharam nas amostras e documentos recolhidos na sede da Backer. Os laudos devem ficar prontos nos próximos dias.

Empresa nega

Desde o começo das suspeitas, a Backer tem negado que tenha repassado produto intoxicado para os supermercados da cidade. A empresa, por exemplo, por meio do seu mestre cervejeiro Sandro Duarte, afirma não usar o dietilenoglicol em seu processo de produção.

A cervejaria artesanal também conduz investigações internas. Parceiros da Backer trabalham para analisar o maquinário e os produtos feitos pela empresa. Esse processo foi iniciado no sábado (11).

A empresa também afirma querer uma contraprova da polícia.

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