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Bahia vai representar Venda Nova no Campeonato Mineiro feminino

No ritmo da Copa, Associação Atlética Bahia, situada no Bairro Serra Verde, tentará resultados melhores do que os de 2013, quando ficou em segundo lugar na competição

Associação Atlética Bahia - Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre
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Durante os meses de junho e julho, o torcedor se orgulhou das mulheres que representaram o Brasil na Copa do Mundo feminina, ocorrida na França. Agora, quem é de Venda Nova precisa apoiar a Associação Atlética Bahia, situada no Bairro Serra Verde, que vai disputar o Campeonato Mineiro de feminino.

Segundo José Maria Alves, presidente do Bahia, o time feminino existe principalmente pela força de vontade das mulheres. Elas recebem pouco apoio da instituição, que tem dificuldades para fechar o caixa pela falta de patrocínios, e, principalmente, da Federação Mineira de Futebol (FMF). “A federação só nos ajuda com taxa de arbitragem e alguma transferência que ela não cobra. Quando você vai trazer um jogador do interior, ela te cobra uma taxa de R$ 40. No futebol feminino é ainda pior, é muito pouco apoio”, afirma.



Para Zé Maria, como é conhecido no Bairro Serra Verde, os clubes de futebol profissional com mais recursos, como Atlético, Cruzeiro e América, também não investem tanto na modalidade feminina, o que afasta patrocínios. O alvinegro e o time celeste, por exemplo, só criaram seus times femininos por exigência da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As duas instituições obrigam os clubes participantes da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro Série A, respectivamente, a terem times formados por mulheres.

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Os problemas estruturais enfrentados pelo Bahia, em Venda Nova, chamam a atenção. As mulheres treinam sempre às terças e quintas-feiras, mas durante o período do inverno as atividades foram suspensas por conta do frio. “Tem menina que mora muito longe, em Ibirité e Betim. Fica difícil para vir durante a semana. A gente treina com o que dá às terças, mas só na quadra mesmo”, explica Zé Maria.

Ainda assim, o Bahia se tornou uma referência para o futebol feminino em Venda Nova. Segundo o presidente, apenas a agremiação do Serra Verde e o Manchester, do Bairro Rio Branco, investem na categoria na região.
Em 2019, o Bahia retorna ao Campeonato Mineiro Feminino depois de quatro anos de hiato. A última vez que o time representou Venda Nova na competição foi em 2014, quando o time perdeu os cinco jogos que disputou. O melhor resultado aconteceu em 2013, quando a equipe alcançou o vice-campeonato do estadual.

Essa será a 15ª edição do estadual feminino. O Atlético é o maior campeão com cinco conquistas, a última em 2012. As três edições mais recentes foram todas vencidas pelo América. No ano passado, o Coelhão bateu o Ipatinga por 8 a 7 nos pênaltis, após empate de 3 a 3 no primeiro jogo e 0 a 0 no segundo. Além dos gigantes do futebol, o Tupinambás e o Nacional já representaram a capital com o título. Neves e Santa Cruz, na Grande BH, também já venceram. No interior, o Iguaçu e o Ipatinga são os únicos vitoriosos.



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