Auxílio Belo Horizonte | Crédito: Octopus Filmes/Jornal Norte Livre
Imagem aérea de Venda Nova | Crédito: Octopus Filmes/Jornal Norte Livre
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A partir da semana do dia 19 de julho, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) vai apresentar na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) um Projeto de Lei que cria um auxílio emergencial chamado “Auxílio Belo Horizonte”. O programa servirá como apoio financeiro para as famílias em situação de pobreza e insegurança econômica na cidade.

Com o Auxílio Belo Horizonte, a PBH pretende oferecer duas modalidades de subsídios financeiros:

  • 1 – Famílias em situação de pobreza e inscritas no Cadastro Único: R$ 600 divididos em seis vezes de R$ 100
  • 2 – Famílias com estudantes matriculados na rede pública municipal: R$ 100 mensais para alimentação até que seja regularizada a oferta de merenda presencial nas escolas.

Em Venda Nova, caso o Auxílio Belo Horizonte seja aprovado pela CMBH, conforme Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania em dados de março de 2020, cerca de 22 mil famílias inscritas no Cadastro Único poderão ser beneficiadas com a primeira modalidade — números que provavelmente aumentaram durante a pandemia.

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Caso todas usufruam da ajuda financeira, seriam investidos mensalmente na Regional pela PBH cerca de R$ 2,2 milhões, o que poderia ajudar, inclusive, na manutenção da economia local.

Conforme a PBH, em toda a cidade, 140 mil famílias com dependentes matriculados na rede pública de educação básica do Município, inclusive em creches parceiras e em escolas filantrópicas com cadastro no Fundo Nacional da Educação (FNDE), poderão usufruir do benefício.

Além disso, caso o(a) inscrito(a) no Cadastro Único não consiga participar da primeira modalidade do benefício, poderá fazer o pedido na segunda modalidade, desde que tenha dependentes enquadrados na mesma.

Em nota divulgada para toda a imprensa, o prefeito Alexandre Kalil (PSD), no encontro com vereadores da capital, afirmou:

“Quem precisa desse dinheiro tem muita pressa, então isso aí é para alimentar, é para colocar comida dentro de casa, para comprar arroz e feijão. Então eu peço a todos os líderes, seja de esquerda, direita, centro, a oposição, que se abracem para fazer um esforço concentrado para que isso seja votado o mais rápido possível. Não vamos deixar esse dinheiro parado dentro da Prefeitura, quando ele pode ser colocado na mão do povo”.

O apelo feito pelo prefeito pareceu movido pela recente polêmica sobre o veto dos vereadores ao empréstimo pretendido pela PBH para o progresso das obras na bacia do Ribeirão Isidoro, nos córregos Vilarinho e Nado, em Venda Nova.

À época, a prefeitura solicitou a autorização de um empréstimo de cerca de R$ 907 milhões para progredir na construção dos reservatórios de água para contenção de enchentes e para solucionar pendências urbanísticas nas áreas de risco no entorno da Bacia.

E como os vereadores interpretaram o Auxílio Belo Horizonte?

Questionado sobre o Projeto de Lei Auxílio Belo Horizonte, Braulio Lara (Novo), em nota, disse:

‘Não pude comparecer à coletiva do prefeito em virtude do convite ter sido feito em cima da hora, mas tive conhecimento pela imprensa. Assim que o texto chegar na Câmara vamos analisar. Afinal, tanto o governo Federal quanto o Estadual já trabalharam políticas de auxílio. Vamos avaliar realmente se a proposta atingirá os objetivos”.

O vereador Bruno Miranda (PDT), disse: “de minha parte, queria avançar nesse tema para algo concreto para a população mais pobre. Todo avanço é bem-vindo. Nosso PL previa R$ 600. Mas sabemos da dificuldade orçamentária para avançarmos na plenitude da proposta. Vamos conhecer os detalhes primeiro para depois tirarmos as definições”. (Com informações prestadas ao jornalista Gabriel Ronan).

Bruno Miranda (PDT) faz alusão a outro Projeto de Lei que já estava em evolução na CMBH com o mesmo propósito de criação de um auxílio emergencial para a população em situação de vulnerabilidade na capital.

Já a vereadora Bella Gonçalves (Psol), disse que “a gente vai tentar dialogar. Eu considero a posição da prefeitura e do Kalil muito acertada. Agora, a gente deve movimentar todos os vereadores para poder acertar os valores. Não necessariamente o que a prefeitura vai mandar no projeto é o que vai ficar”. (Com informações prestadas ao jornalista Gabriel Ronan).

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), editor no jornal Norte Livre, parceiro hiperlocal do Portal Uai/Diários Associados, editor digital no jornal Diário do Comércio, professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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