Governador Romeu Zema (Novo) assinou termo de reparação com a Vale nesta quinta (4). Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG.
Governador Romeu Zema (Novo) assinou termo de reparação com a Vale nesta quinta (4). Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG.
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O governo de Minas Gerais e a mineradora Vale fecharam acordo nesta quinta (4) na esfera cível da tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. Ainda que de maneira indireta, o termo de reparação no valor de R$ 37,7 bilhões também atinge quem mora em Venda Nova.

Isso porque o governo de Minas tem o planejamento de fazer melhorias na mobilidade urbana da Grande BH. Dessa maneira, o plano é levar o recurso da mineradora para expandir o metrô. O transporte público hoje vai da Estação Vilarinho, em Venda Nova, até a Eldorado, em Contagem.

Outro plano é construir um Rodoanel na Região Metropolitana da capital mineira. A rodovia também pode facilitar a vida de quem vive em Venda Nova, já que melhoraria o fluxo de veículos como um todo ao redor de BH.

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O valor total para a área da mobilidade é de R$ 4,95 bilhões.

Com o dinheiro em mãos, o estado também vai investir na segurança hídrica da Grande BH. O cronograma prevê a integração entre os sistemas dos rios das Velhas e Paraopeba. Portanto, evitar o desabastecimento da região.

Dessa maneira, o governo pretende destinar R$ 2,05 bilhões para garantir o abastecimento de água. A execução das intervenções terá responsabilidade do governo de Minas, de maneira direita ou via licitação.

Saúde e segurança

O dinheiro da Vale vai, ainda, para hospitais da rede estadual localizados em BH. Porém, o Risoleta Tolentino Neves, entre Venda Nova e a Região Norte, não está no plano.

Assim, o governo planeja destinar parte dos R$ 4,37 bilhões da área para reformas no João XXIII, João Paulo II e Júlia Kubitschek.

De acordo com o termo, esse dinheiro também vai para estudos da Fundação Ezequiel Dias (Funed). A ideia do governo é expandir o projeto da bactéria Wolbachia. Venda Nova já recebeu mosquitos Aedes aegypti com esse micro-organismo.

Quando recebem a bactéria, os vetores têm menos chances de transmitir doenças como dengue, febre chikungunya e zika.

Na área da segurança, o governo do estado pretende investir na compra de equipamentos. O inventario vai para o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e polícias Militar e Civil.

Negociações entre Vale e governo

Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho despejou 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeito. Foto: divulgação/TJMG.

Para chegar até o acordo, a Vale e o governo de Minas se reuniram em diversas oportunidades desde o segundo semestre do ano passado. Os encontros contaram com a presença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Ministério Público e Defensoria Pública, além dos representantes do Executivo e da mineradora.

A catástrofe de Mariana aconteceu em 25 de janeiro de 2019. O rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego Feijão matou 259 pessoas e deixou outras 11 ainda desaparecidas. Além, é claro, do prejuízos socioambientais.

Esse acordo se refere apenas à esfera cível do processo. Portanto, a Vale ainda pode ser punida do ponto de vista criminal.

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