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A música da Alma

Uma breve reflexão sobre filmes inspiradores que nos fazem enxergar a vida com um novo olhar

Créditos imagem: Divulgação Disney / Montagem Luiz Pessah
Créditos imagem: Divulgação Disney / Montagem Luiz Pessah
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Estudos da neurociência comprovam que informações recebidas com uma forte carga de impacto emocional são gravadas com mais facilidade em nosso cérebro – isso vale tanto para episódios traumáticos quanto para momentos plenos de alegria. A primeira vez que ouvi falar a respeito foi quando participei de um seminário de Inteligência Emocional. 

Fiquei um pouco encabulado com essa informação, mas concordei absolutamente. Na ocasião, o palestrante solicitou a cada um da plateia que tentasse recordar onde se encontrava no momento do ataque às torres gêmeas no famigerado setembro negro. Eu me recordei com imagens límpidas, como um riacho de águas cristalinas. E creio que todas as pessoas que assistiram TV naquele dia também se recordam com clareza. 

Após me deparar com essa verdade, de vez em quando faço uma visita ao meu passado para resgatar alguns episódios – seja para ressignificar alguns detalhes ou para reviver algumas alegrias. 

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Recentemente, me deparei com um filme que me fez revisitar algumas reminiscências interessantes. Daqui a pouco eu mencionarei o nome da obra-prima que puxou esse gatilho.  

Lembro-me que o primeiro filme que me arrancou lágrimas emocionadas foi “Nascido em 4 de Julho”, com Tom Cruise atuando como protagonista. Aquela história tocou profundamente o coração do garoto de 7 anos que ficou chocado com a narrativa de um veterano de guerra que se sente traído pelo próprio país que defendeu na guerra do Vietnã e se torna um ativista político em prol dos direitos humanos. 

Uma memória que nunca me abandonou foi o fato de que meus irmãos mais velhos soltaram várias gargalhadas ao avistar uma criança derrubando lágrimas tão carregadas de sentimento que tombavam sob o peso da emoção. Isso me fez sentir muita raiva naquele instante – expressar um sentimento puro e singelo e receber chacota em troca. Depois eu dei de ombros e fingi que não havia me importado. 

Mas o que o tal filme fez foi abrir a porteira da alma e as comportas dos olhos. Depois descobri que sou um chorão convicto. Chorei assistindo Rei Leão, O Homem Bicentenário, Inteligência Artificial, Cidade dos Anjos etc.

Nem considero isso uma qualidade elevada, mas acho que não sei sentir pouco. Ou sinto com intensidade ou acho que não vale a pena – e isso vale tanto para os sentimentos alegres quanto para os tristes. 

Mas de todos os filmes que me desidrataram as pupilas, até então, dois deles dominavam o pódio das emoções, pois me fizeram chorar até soluçar: “Peixe Grande” de Tim Burton e “A vida de Pi”, de Ang Lee. São filmes fantásticos que nos fazem olhar para a vida de uma maneira mais profunda e nos despertam para coisas grandiosas. 

Por muito tempo, achei que nenhum outro filme superaria esses dois. Até que me deparei com “Soul: Uma aventura com alma” – uma animação produzida pela Walt Disney Pictures e Pixar Animation que não foi lançada nos cinemas apenas na plataforma de Streaming Disney +.  

Imagine um filme fabuloso. Imaginou? Pois é, por mais que você crie em sua mente um filme fantástico, esse exercício de imaginação não vai chegar nem perto da cutícula do dedo mindinho dessa película. 

Soul é um filme infantil para adultos. A história é um drama inteligente que é carregado de sentimento, de alegria, de reflexões e, pra fechar com chave de diamante, a trilha sonora repleta de jazz é a cereja do bolo. 

Soul vai derramar um balde de motivação em seus sonhos, vai te fazer repensar sua vida, vai te fazer se encher de gratidão, vai te arrancar gargalhadas e vai te ajudar a clarificar seu propósito de vida. Prometi que não daria muitos detalhes sobre o filme porque correria o risco de dar spoilers, pois eu não consigo falar sobre essa história sem encher o coração de empolgação. 

Só tenho uma coisa a dizer: ASSISTAM! ASSISTAM ESSE FILME MARAVILHOSO!

Bom, agora já tenho meu pódio com os filmes top 3 que fizeram vazar uma boa parte dos 70% de água que eu carrego no corpo – Peixe Grande, A vida de Pi e Soul: uma aventura com alma.

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