Arte nas Estações MOVE da Avenida Vilarinho - Foto: Will Araújo /Jornal Norte Livre
Arte nas Estações MOVE da Avenida Vilarinho - Foto: Will Araújo /Jornal Norte Livre
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Quem nunca passou pela Avenida Vilarinho, de carro ou a pé, e observou as Estações do MOVE? Quem nunca questionou: o que são as caixas de concreto do lado de fora e o que está pintado nelas?

De acordo com Sophie-Farôl, autora das pinturas intituladas “Quatro Estações/Urban Heads”, as imagens são abstratas e estão ali para que as pessoas as interpretem. “Alguns veem olhos e cabeças e muitos dizem que são peixes, por causa do Córrego Vilarinho”, diz a artista.


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As pinturas nas caixas de ares-condicionados das quatro Estações do MOVE da Avenida Vilarinho (Candelária, Minas Caixa, Quadras do Vilarinho e UPA Venda Nova) foram feitas no final de 2018, por meio do projeto “Arte Urbana – Gentileza”, da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A autora foi a única mulher trans a participar do edital.

Sophie-Farôl é escritora de literatura infantojuvenil, artista plástica entusiasta e formada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Ela mora em Venda Nova há mais de 40 anos e é professora na Escola Estadual Menino Jesus de Praga, situada no Bairro Lagoa.


Em 2012, pela editora Literato, lançou seu primeiro livro juvenil: “O menino que subiu no telhado”. A obra conta a história do garoto Frederico, que a mãe, com manias de ver doença em tudo, o obrigava a usar óculos escuros especiais por todo tempo.

Frederico não enxergava o mundo como as outras crianças e recebia ajuda de duas melhores amigas, as quais relatavam as cores e imagens. Certo dia, o garoto que vivia perseguindo a luz, precisou subir no telhado em busca do sol. Ali, ao ver o crepúsculo, decidiu tirar os óculos.

O livro foi produzido e editado pela própria autora e está esgotado.

Outra autoria de Sophie, agora, para literatura infantil, foi o livro “A cabeleira de Dona Josefina”, também da editora Literato e lançado em 2018. A obra participou do Festival Descontorno Cultural, promovido pela PBH, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura.

O livro infantil traz ilustrações da própria autora e conta a história da Dona Josefina, uma senhora que nunca cortou os cabelos e vivia perto do vilarejo Catavento.

Dona Josefina era temida pelos moradores da vila por causa de seus vastos cabelos. Os adultos, mesmo sem terem trocado sequer uma palavra com a senhora, a julgavam e inventavam histórias a seu respeito. Por causa das mentiras dos populares, as crianças a viam como um monstro ou uma bruxa, que guardava seu caldeirão dentro da cabeleira.

Mal sabiam que o maior sonho de Dona Josefina era se aproximar e morar no vilarejo.

No dia do aniversário da vila, os moradores prepararam um festejo. Contudo, no auge da comemoração, a luz acabou, o que causou pânico em todos.

Sophie-Farôl - Foto: Acervo Pessoal
Sophie-Farôl – Foto: Acervo Pessoal

Dona Josefina viu tudo de longe e decidiu ajudar. Ela conseguiu entrar na vila por causa do escuro, subiu na torre mais alta e balançou a cabeleira. Do emaranhado de fios, saíram vários vagalumes para iluminarem a vila. Dali em diante, as pessoas passaram a não temer mais aquela senhora.

A obra é, também, uma produção independente e pode ser adquirida com a própria autora pelo valor de R$25.

Ambos livros foram assinados pela escritora com heterônimos, que é quando o autor assume outras personalidades. No primeiro, ela usa o nome Hefy Fagol, e, no segundo, assina como Heyffy-Farôl.

Serviço

Contato para adquirir o livro “A cabeleira de Dona Josefina”:Whatsapp (31) 9 9469-6026.


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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo