Indústria 4.0 - reprodução/Pixabay
Indústria 4.0 - reprodução/Pixabay
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Podemos parar e pensar em todas as mudanças tecnológicas que enfrentamos na sociedade e em todo processo de transformação pelo qual passamos desde a primeira revolução industrial.

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Foram épocas em que as máquinas e os homens se transformaram em uma única coisa. Essas revoluções foram responsáveis por criar conexões entre novos mercados, globalizar continentes, desenvolver o crescimento de grandes potências econômicas e estruturas organizacionais poderosas.

Porém, existe uma questão com a qual ficamos intrigados: até que ponto o impacto tecnológico vai afetar positivamente o trabalho na sociedade?

Desde as grandes revoluções, nós, integrantes de uma sociedade, nos tornamos vendedores.

Vendemos nossa força física e intelectual em troca de dinheiro, hierarquias organizacionais e status. Isso aconteceu nas grandes ferrovias no século XVII e XVIII.

Logo em seguida, com a chegada da energia elétrica e da produção em massa, a indústria alcançou metodologias enxutas e outras melhorias. Esse período ficou conhecido como segunda revolução industrial.

Consequentemente, com as melhorias desenvolvidas pela segunda revolução, a terceira trouxe a tecnologia digital como aliada, com o auxílio da invenção mais impactante: o computador.

Com ele foi possível evoluir processos de produção, armazenar dados, analisar resultados e conectar mundos.

A tecnologia faz com que o trabalho, exercido desde a primeira revolução, deixe de ser algo inconsciente e mecânico, para se transformar em um agente de mudança social.

A quarta revolução chega até nós

Agora, encaramos a quarta revolução industrial. A famosa indústria 4.0, a era da inteligência artificial, robótica, internet das coisas, nanotecnologia e biotecnologia.

Classificamos a quarta revolução industrial como aquela que proporciona novos caminhos e sistemas, que foram possíveis graças  à revolução digital.

A indústria 4.0 se caracteriza como uma nova revolução, devido à velocidade com que suas mudanças e inovações transformam nossa sociedade.

A possibilidade de utilizar a automatização dos processos, a partir da internet, modifica as indústrias em locais independentes da força de trabalho humano.

Nova relação com os objetos

Internet das coisas: quem nunca ouviu falar desse termo? Talvez muitos, entretanto, acredito que poucos, hoje em dia, possam viver sem seus aplicativos de mobilidade urbana (Waze) e hospedagem (Airbnb  eSmart Watch – que conta seus passos e batimentos cardíacos).

Não encontramos esses apps apenas em nossos smartphones. Tivemos, recentemente, a inauguração do Amazon Go, um supermercado que não utiliza nenhum recurso humano para realizar seus serviços.

Temos também geladeiras responsáveis por gerar uma lista de compras, para evitar que o consumidor tenha que ir até ao supermercado. Sem contar controladores de luz ambiente pelos celulares.

Essas são apenas algumas das muitas tecnologias e invenções da indústria 4.0, que tornam o nosso cotidiano cada vez mais futurístico.

Nossa sociedade deve estar ciente dos impactos positivos causados por essa revolução. Afinal, com a tecnologia avançada vai ser possível usar materiais mais adaptáveis.

A impressão 3D vai trazer benefícios para a sustentabilidade, enquanto a robótica avançada vai transformar a produção com multitarefas.

As inovações biológicas, na área da genética, vão agregar em futuros estudos essenciais para a adaptação da nossa sociedade nessa nova era.

Adaptação ao ecossistema 4.0

O grande questionamento, neste âmbito, é como nós, futuros profissionais já inseridos no mercado de trabalho e organizações, vamos nos adaptar às novidades.

Devemos lembrar que nossa sociedade, infelizmente, não é igualitária. Vivemos num mundo recheado de injustiças, onde grandes potências ditam as regras nos novos sistemas de produção.

Países emergentes, como o Brasil, vão enfrentar grandes desafios. Afinal, a acessibilidade de tais recursos não vai chegar da mesma maneira para o morador da periferia brasileira.

Teremos grandes impactos em todos os nichos presentes no nosso vasto e diversificado mercado de trabalho. Não podemos correr o risco de sermos engolidos pelos avanços.

No entanto, continuamos sendo seres adaptáveis, portanto, devemos utilizar essas mudanças ao nosso favor.

Criar modelos de negócios inovadores e sustentáveis, serviços que beneficiem toda nossa sociedade e, com isso, desenvolver um ambiente de fusão entre alta tecnologia e adaptabilidade humana, aumentando a qualidade de vida de nossa sociedade.

“Nós ainda podemos moldar o nosso futuro de uma forma que beneficie a todos. A janela de oportunidade para fazer isso é agora”, Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial.

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