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Carro em que psicóloga estava ficou completamente amassado no Bairro Santo Antônio. Foto; divulgação/Corpo de Bombeiros.
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O noticiário de Belo Horizonte ficou marcado, nessa segunda-feira (19), pela tragédia que tirou a vida da psicóloga Ivanilda José Basílio Felisberto, de 58 anos. Ela morreu quando um caminhão-caçamba desceu a ribanceira formada pela Rua Professor Aníbal de Matos, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul da capital mineira. A via não tem permissão para tráfego de veículos pesados.

A exemplo da Região Centro-Sul, Venda Nova abriga vias íngremes. A região do vetor norte, no entanto, é a segunda com menor inclinação média na cidade, atrás apenas da Pampulha.

Ainda assim, o acidente do Santo Antônio liga o alerta para toda a capital mineira, inclusive para Venda Nova. Segundo estudo realizado pela prefeitura, a região tem mais de 50 vias com inclinação média maior que a Rua Professor Aníbal de Matos.

Entre as mais íngremes estão dois becos da Vila Aparecida, nas proximidades do Bairro Santa Mônica. Mas, por se tratarem de vias estreitas, não há risco de acidentes como o do Bairro Santo Antônio.

Contudo, em outros casos vale o alerta. Na Rua Anhembi, no Bairro Piratininga, a inclinação média é quase o dobro em comparação com a Rua Professor Aníbal de Matos. O aviso se estende as ruas Pedra Cristalina e João Nepomuceno da Silva (ambas no Jardim dos Comerciários), Moacir José Bitar (Minascaixa), Visconde do Itaboraí (Jardim Leblon) e Doutor Fábio Tito (Nova York).


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Em 2011, por pouco uma tragédia semelhante à dessa segunda aconteceu em Venda Nova. No dia 15 de abril daquele ano, um caminhão perdeu os freios ao tentar subir a Rua José Ferreira dos Santos, no Bairro Jardim dos Comerciários.

Por volta das 5h30, o motorista do caminhão subia a via quando, na esquina com a Avenida Vilarinho, se deparou com um carro de autoescola parado no morro. Por causa do veículo, ele precisou parar o caminhão, que perdeu o freio.

De ré, o caminhoneiro tentou jogar o veículo para um canto da pista. Ele atingiu um carro estacionado no local e a parede de um galpão. O motorista do carro de passeio havia saído do veículo pouco antes da batida. O caminhoneiro não ficou ferido.

A tragédia

A psicóloga Ivanilda Basílio, que perdeu a vida na segunda. Foto: reprodução/Facebook.

O acidente que matou a psicóloga Ivanilda Basílio aconteceu na manhã dessa segunda-feira (19). Os bombeiros informaram que o caminhão descarregava uma caçamba de entulhos, quando “empinou” e perdeu os freios.

O motorista do caminhão tentou jogar o veículo de carga contra uma árvore. Mas ele só parou quando acertou um carro. No trajeto, ele ainda arrastou outro veículo de passeio. “Primeiro, atingiu a calçada e, em seguida um Palio. O motorista deste carro não se feriu. Continuou a descer a rua até atingir a HRV (onde estava Ivanilda José Basílio Felisberto)”, explicou o tenente Sílvio Roncone Breygil ao jornal do Estado de Minas, do qual o Norte Livre é parceiro.


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A BHTrans interditou a rua da batida, pois existia risco do caminhão descer a via, que é muito íngreme, provocando novos acidentes. O resgate mobilizou dois guinchos, cinco viaturas dos bombeiros, duas da PMMG, um carro fúnebre, uma ambulância do Samu, além da perícia.

A princípio, as autoridades não descartavam a possibilidade de haver outros mortos ou feridos. Mas, após a ação, foi constatada apenas a condutora do carro.

Ricardo Maciel Pereira, de 57 anos, o caminhoneiro que provocou o acidente, está preso. Segundo o auto de detenção expedido pela Polícia Civil, não cabe fiança para o caso. Ele estava com documentação em dia e não havia consumido bebidas alcoólicas.

Ricardo foi indiciado por homicídio com dolo eventual, aquele não se deseja matar mas se assume tal risco. Isso porque a via não tinha permissão para tráfego de caminhões. Ele pode pegar até 20 anos de prisão.

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