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Foto meramente ilustrativa. Crédito: reprodução/Pixabay.
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Por Gabriel Ronan

Venda Nova se une contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Amanhã, a Diretoria de Assistência Social da Coordenadoria de Atendimento Regional (CARE) vai realizar ações sobre o tema em frente à sede da Regional Venda Nova, na Rua Padre Pedro Pinto, 1055.

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A medida tem como motivação a campanha “Maio Laranja”, que visa à conscientização acerca do tema. Por isso, a CARE vai pendurar balões laranja nas grades do prédio e montar um Jardim da Proteção, com flores laranja e amarela. Artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também serão expostos.

A data foi escolhida por causa do Dia Municipal de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado em 18 de maio. A iniciativa também quer prevenir, orientar e combater violência sexual contra crianças e adolescentes, assim como favorecer a integração de toda a sociedade.

De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, Minas Gerais registrou 16.764 denúncias de violações contra os direitos das crianças e adolescentes em 2017. Dessas, 1.877 (11%) foram relatos de violência sexual.

Esses números garantiram ao estado a terceira posição no ranking de violações aos direitos humanos. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro alcançaram mais denúncias no Brasil.

Para agir contra o abuso, o cidadão pode denunciar pelo Disque 100. O contato pode ser anônimo em qualquer horário e compreende qualquer violação aos Direitos Humanos – falta de acessibilidade, trabalho escravo, trabalho infantil, tráfico de pessoas etc.

Em Venda Nova, outra possibilidade é procurar o Conselho Tutelar. A unidade da regional atende pelo número 3277-5512. Nos fins de semana e feriados, o telefonema deve ser direcionado ao número 3277-1912.

Crime Araceli

O dia 18 de maio foi escolhido como Dia Municipal de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em decorrência do Crime Araceli. Em 1973, justamente nesta data, Araceli Cabrera Crespo, 8, foi sequestrada, drogada, estuprada e morta em Vitória/ES.

O crime continua impune até hoje e tem como principais suspeitos Dante de Barros Michelini (Dantinho), Dante de Brito Michelini (pai de Dantinho) e Paulo Constanteen Helal. Eles são membros de uma tradicional família capixaba.

No fim das contas, após anos de investigações, os três suspeitos foram absolvidos e a Justiça arquivou o processo.

 

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