Edgar Quintanilla se inspirou em seu TCC produzido na UFMG para criar a peça “Sexo – A Ideia Fixa da Humanidade”. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.
Edgar Quintanilla se inspirou em seu TCC produzido na UFMG para criar a peça “Sexo – A Ideia Fixa da Humanidade”. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.
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Como falávamos de sexo há 50 anos? O que mudou na concepção do tema da Idade Média para cá? Como a Roma Antiga discutia a questão? Essas são algumas das perguntas respondidas, com muito bom humor, pelo artista Edgar Quintanilha na peça ”Sexo – A Ideia Fixa da Humanidade”. O monólogo estará em Venda Nova neste sábado (19), as 21h, no Shopping Estação BH (Avenida Cristiano Machado, 11833).

Quem se interessar deve comprar os ingressos pela internet (clique aqui). Até esta sexta-feira (19), a entrada custa R$ 10, com uma promoção especial: quem comprar um bilhete, ganha outro. No dia do espetáculo, os preços sobem para R$ 40 (inteira) e não há promoção.

A peça pretende mostrar como o sexo é visto na sociedade desde a pré-história até os dias atuais. O objetivo é fazer o público refletir sobre o tema, sem reforçar esteriótipos preconceituosos. A classificação indicativa é de 16 anos. Contudo, não há cenas de nudez durante a apresentação.

“Meu objetivo é informar a população. Muita coisa que acontece com relação ao sexo hoje já era feita pelo gregos, que já tinham comportamentos sexuais como vemos hoje. Nada disso é novo. Pretendo trazer curiosidades e fazer as pessoas refletirem sobre os aspectos sociais relacionados ao tema”, conta o artista Edgar Quintanilha.

O trabalho nasceu de um TCC desenvolvido pelo próprio Edgar Quintanilha no bacharelado em Interpretação Teatral da UFMG. Para construir a narrativa, o artista usou estudos teóricos presentes nos livros A História do Sexo Sem as Partes Chatas da escritora inglesa Karen Dolby e O Livro do Amor, volumes 1 e 2, da psicanalista Regina Navarro Lins.

Segundo o artista, o trabalho foi intensamente elogiado na banca da UFMG. Ela era formada por diversos professores, inclusive pelo reconhecido humorista brasileiro, Carlos Nunes. “Isso me incentivou a tocar a peça profissionalmente. Os professores me disseram: ‘você tem que levar isso ao público'”.

O espetáculo tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da cidade de Contagem, na Grande BH. Os recursos vêm do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura do município.

Segunda apresentação

Edgar também se apresenta no Bairro Floresta. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.
Edgar também se apresenta no Bairro Floresta. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.

Além de Venda Nova, a peça ”Sexo – A Ideia Fixa da Humanidade” vai ser apresentada no  Teatro Nossa Senhora das Dores, no Bairro Floresta, no Centro-Sul da cidade. Lá, Edgar Quintanilla se apresenta neste domingo (21), a partir das 19h.

Os ingressos da segunda apresentação custam R$ 20 e só serão vendidos de maneira antecipada. Para comprar, clique aqui. 

Barreiras

Recentemente, artistas brasileiros têm enfrentado obstáculos para fazer seus trabalhos. Em agosto deste ano, o Centro Cultural São Geraldo recebeu críticas por expor a mostra Sonho agridoce, ou imaculado, do artista Meshiacha. 

A obra exibia diversas fotos com homens semidespidos presas com alfinetes a um vestido de noiva. O intuito do artista era criticar a concepção do casamento.

Contudo, vereadores de Belo Horizonte apontaram “apologia à erotização e à masturbação” e afirmaram que crianças estariam “expostas a uma mostra pornográfica”.

Na Praça da Liberdade, um dos tapumes que cerca as obras de revitalização do cartão-postal também foi alvo da onda conservadora. Um grafite, que mostrava o desenho de uma mulher nua, foi censurado com tinta branca. A intervenção cobriu os seios e a vagina da personagem desenhada.

Monólogo que vai se apresentar em Venda Nova já sofreu para encontrar casas dispostas a receber a manifestação artística. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.
Monólogo que vai se apresentar em Venda Nova já sofreu para encontrar casas dispostas a receber a manifestação artística. Foto: Maria Clara Lacerda/Divulgação.

Diante desse cenário, Edgar Quintanilla também precisa superar desafios parecidos. “Por incrível que pareça, mesmo sendo extremamente leve e não trazer nada de nudez, eu já enfrentei barreiras até para conseguir espaço em teatro. Os teatros deveriam ser espaço para receber toda manifestação artística”, conta.

De acordo com ele, nestes casos não havia parceria com as casas culturais, mas sim contratação do serviço. “Eu queria pagar para usar o espaço. Não tinha qualquer tipo de permuta entre as partes”, ressalta.

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