Obras trazem segurança aos moradores da Vila São João Batista. Foto: reprodução/PBH.
Obras trazem segurança aos moradores da Vila São João Batista. Foto: reprodução/PBH.
Advertisement

O verão de 2018 será muito mais tranquilo para o casal Felisberto Alves e Lúcia Assunção, moradores da Vila São João Batista há 28 anos. Os dois e outras 20 famílias de Venda Nova estão mais seguros para viver na encosta da Rua Clotilde Ribeiro Costa, onde a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), terminou as obras estruturais do morro. As intervenções eliminam os riscos de desastres, principalmente durante o período chuvoso.

Para isso, a prefeitura afirma ter feito 180m² de muros de contenção, 1000 m² de proteção de encostas e 150m de drenagem. As obras se iniciaram em fevereiro deste ano e se finalizaram em setembro último. 

“Uma vez o barranco caiu e quebrou nosso banheiro todo. Com dois meninos pequenos a gente não conseguia dormir um segundo. Ficávamos na parte de trás vigiando qualquer aguinha que caía e rezando para um dia isso acabar. Quando vieram aqui nos falar que o problema ia ser resolvido, eu nem acreditei. Agora que já está quase terminando, vi que Deus me ouviu”, contou Lúcia em entrevista à PBH.

Engenheiro fiscal da obra, Evandro Furtado explica que o local foi avaliado com situação de risco alto. “A equipe da Diretoria de Áreas de Risco e Assistência Técnica da Urbel já monitorava essa região que possui dez casas acima da encosta e outras onze abaixo dela. Essa obra assegura a proteção de todos que residem nesse local”, diz.

Ele acrescenta, ainda, que foi possível realizar o empreendimento sem a necessidade de remoção das famílias. A obra custou cerca de R$ 300 mil, com recursos do Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear), desenvolvido pela Urbel em vilas e favelas.

Vilas e favelas são prioridade no Programa Estrutural em Área de Risco (PEAR). Foto: reprodução/PBH.
Vilas e favelas são prioridade no Programa Estrutural em Área de Risco (PEAR). Foto: reprodução/PBH.

De acordo com o órgão, “o trabalho é executado por de meio de vistorias, obras de manutenção, intervenções com mão de obra do morador e atividades de prevenção ao risco geológico”.

Somente em Belo Horizonte, foram registradas 4.563 ocorrências de acidentes durante o período de chuva 2017/2018. A maioria delas, segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), se deu em propriedades privadas.

Só neste ano, a Comdec já atendeu 223 ocorrências, sendo 16 (7,17% do total) em Venda Nova. A maioria delas diz respeito a trincas, rachaduras e infiltrações. 

Ainda conforme a Defesa Civil, Venda Nova já recebeu 132,9 milímetros de chuva neste mês de outubro. A quantidade já supera a média histórica para o período na cidade, marcada em 104,7 milímetros.

 

Curta e compartilhe nas redes sociais
33Shares