UPA Venda Nova é alvo de constantes reclamações da população quanto à lotação, falta de estrutura e segurança. Foto: Gabriel Ronan/Norte Livre.
UPA Venda Nova é alvo de constantes reclamações da população quanto à lotação, falta de estrutura e segurança. Foto: Gabriel Ronan/Norte Livre.
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Pacientes que se deslocaram à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Venda Nova na manhã desta quinta-feira (25) precisaram de muita paciência. Como se não bastasse os problemas de saúde, a queda de energia elétrica por um problema no gerador da unidade interrompeu, temporariamente, alguns serviços realizados no local.

Segundo funcionários que trabalham na UPA, a energia elétrica caiu por volta das 8h. E só foi restabelecida no horário do almoço, por volta de meio-dia (a prefeitura alega que o retorno aconteceu às 10h – leia mais abaixo). Neste intervalo de quatro horas, servidores precisaram recusar, inclusive, o recebimento de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com isso, o paciente precisou ser deslocado para outra estrutura de saúde em Belo Horizonte.

De acordo com os funcionários ouvidos pelo Norte Livre, o problema só foi solucionado depois que equipes de manutenção da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) se deslocaram ao local.


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O atendimento já é prestado normalmente na UPA Venda Nova.

Outro lado

Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que um problema no gerador da unidade ocasionou a falha. Segundo a pasta, o equipamento apresentou defeitos na última segunda (22). Contudo, não havia ocorrido interrupção do atendimento desde então.

Naquele dia, segundo a administração municipal, houve agendamento de uma manutenção para esta quinta. Por isso, a Cemig precisou desligar o fornecimento por volta das 8h.

De acordo com a secretaria, a luz voltou por volta das 10h e o gerador foi consertado.

Sobre a ambulância, a pasta disse que o Samu foi avisado sobre a manutenção. O mesmo vale para todos os outros equipamentos de saúde pública de Venda Nova, como os centros de saúde.

Pela rede social Twitter, um paciente reclamou da falta de energia. Ele também cobrou uma posição da Cemig.

A Cemig foi procurada pela reportagem, mas informou que não havia boletim sobre a manutenção prestada em Venda Nova.

Histórico

Localizada na Rua Padre Pedro Pinto, 175 – Centro de Venda Nova –, a UPA tem aparecido no noticiário por diferentes limitações – desde problemas estruturais até a falta de segurança.

No último dia 12, lideranças do movimento da mulher e vereadores foram ao endereço. Eles cobraram a inauguração da Maternidade Leonina Leonor. A estrutura deveria funcionar acima da UPA Venda Nova há pelo menos 10 anos, mas até hoje não passa de um sonho.


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Na ocasião, os vereadores Gilson Reis (PC do B) e Bella Gonçalves (Psol) compareceram à manifestação. Em posicionamento dado ao Jornal Hoje em Dia, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, disse que a maternidade não deve ser aberta, pois a cidade já conta com unidades suficientes para atender a demanda da população.

Durante a epidemia de dengue que assolou Minas Gerais e BH neste ano, a UPA Venda Nova também foi alvo de reclamações. A demora no atendimento, diante do enorme número de casos, irritou os pacientes.

Insegurança

Em novembro do ano passado, o Norte Livre mostrou também limitações quanto à segurança dos equipamentos de saúde. Naquele mês, um médico da unidade foi agredido por um acompanhante após concluir o diagnóstico de uma paciente.

O acusado apresentava sinais de ingestão de bebida alcoólica e foi encaminhado a uma delegacia. Lá, el assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), conforme a Polícia Civil. Em novembro do ano passado, o Norte Livre mostrou também limitações quanto à segurança dos equipamentos de saúde.

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