Foto: Karoline Barreto/CMBH
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Na segunda-feira (5), Ronaldo Batista (PMN), suplente de Cláudio Duarte – primeiro vereador cassado na história da capital -, foi empossado na Câmara Municipal Belo Horizonte (CMBH) debaixo de outras denúncias. O novo responsável pelo gabinete vago é réu por desvio de dinheiro e dilapidação do patrimônio do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte de Passageiros Urbano, Semiurbano, Metropolitano, Rodoviário, Intermunicipal, Interestadual, Internacional, Fretamento, Turismo e Escolar de Belo Horizonte e Região Metropolitana (STTRBH).

Segundo ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho em 2017, Ronaldo Batista e nove outros dirigentes do sindicato, enquanto diretores, praticaram atos ilícitos em razão de má administração, como transações que trouxeram prejuízo à instituição estimados em R$ 3 milhões.


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Para garantir que as provas não fossem alteradas ou destruídas, o Ministério Público do Trabalho solicitou em liminar que Érica Aparecida Pires Bessa, juíza titular que analisa o caso na vara do trabalho, afastasse os réus dos cargos; apreendesse os computadores, veículos e valores em dinheiro; impedisse o acesso dos julgados aos bens; quebrasse o sigilo bancário dos mesmos e requeresse as cópias das declarações do imposto de renda e chaves do sindicato.

Para julgar o caso, a juíza titular ainda solicitou que o STTRBH entregasse todos os documentos contábeis da instituição até o dia 31 de julho e marcou a data da primeira audiência no dia 12 de novembro. Até lá, os réus seguem em suas atividades diversas, como é o caso do vereador Ronaldo Batista, atualmente empossado na Câmara com o salário de mais de R$ 17 mil.

Relações

As denúncias, assim como os documentos, chegaram ao Jornal Norte Livre por meio do contato de fonte anônima. Em apuração dos ofícios junto ao advogado Cléber de Oliveira (OAB – 109660), foi explicado que os réus ainda não tiveram a culpabilidade definida, mas o Ministério Público do Trabalho reuniu elementos suficientes que justificassem a ação civil pública. Agora, a juíza está recolhendo mais informações para julgar a condenação.

Ronaldo Batista nasceu e foi criado em Venda Nova, mas, atualmente, mora na Regional Pampulha. Ele se candidatou em 2016 pelo partido PMN, antiga sigla do vereador cassado Cláudio Duarte (PSL) e pertencente à mesma coligação das eleições de 2016.

Os(as) suplentes de vereadores(as) são candidatos(as) que disputaram a eleição e não conseguiram votos suficientes para se elegerem. Todavia, são os próximos mais votados na linha de sucessão da coligação do(a) vereador(a) eleito(a).

No caso de Cláudio Duarte, que era do partido PMN, caso não fosse eleito com 4.513 votos válidos em 2016, quem assumiria seria Ronaldo Batista, que está no mesmo partido e teve 4.240 votos válidos.

Como houve a cassação de Cláudio no dia primeiro de agosto, Ronaldo assumiu o cargo por pertencer à mesma coligação e ser o seguinte mais votado.

Procurado pela nossa equipe de reportagem para comentar sobre as denúncias, Ronaldo Batista enviou nota por meio da assessoria de imprensa:

“Quanto ao processo no Ministério do Trabalho, esse corre em segredo de justiça e é referente a antiga gestão do sindicato, da qual eu compunha. Alegam entre outras coisas má administração. Porém, herdamos na época um sindicato repleto de problemas e, infelizmente, caiu nas nossas costas às mazelas das gestões anteriores. Investimos na saúde do trabalhador, como a aquisição de ambulância e psicólogo.  Estruturamos a sede e o clube do social. Hoje, mesmo fora do Sindicato, percebo que diferente de outras entidades, o STTRBH continua ofertando os mesmos benefícios aos sócios. Isso significa que os nossos investimentos foram voltados para a própria categoria e tenho certeza que essa situação será esclarecida no futuro.”

Vereador Ronaldo Batista (PMN)

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo