Alisson-e-Xande-em-Munique-Alemanha-World-Slackline-Masters-2018-Foto-Divulgação-Alisson-Ferreira
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Por William Araújo

No domingo, dia primeiro de julho, enquanto o jogo entre Espanha e Rússia roubava a atenção, Ribeirão das Neves era Brasil no campeonato World Slackline Master 2018 ocorrido em Munique, na Alemanha. O atleta nevense Alisson Ferreira de Oliveira, que é fruto da Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, e Alexandre Fenali (Xande), do município de Forquilhinha, em Santa Catarina, venceram 16 equipes  de nacionalidades diferentes.


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Alisson pratica o esporte há mais de sete anos e acumula títulos nacionais. Entre eles, o de primeiro campeão sul-americano de slackline (Chile/2013), bicampeão brasileiro (Brasília/2014 e São Paulo/2015), campeão mundial (Brasil/2015) e tricampeão estadual (2014/2015/2016).

Além do nevense e do forquilhense, outra dupla brasileira disputou o torneio: Pedro Rafael (Ceará) e Carlos Neto (Rio de Janeiro). O prêmio recebido pela dupla de Alisson foi um cheque no valor de 1250 € (R$ 5673). Além disso, a Gibbon, empresa organizadora do evento, presenteou os brasileiros com fitas profissionais, para iniciantes, catracas de tensionamento, fitas de longline, soft realise e blusas.

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O torneio

O slackline é um esporte radical que possui várias modalidades, todas inseridas no contexto do uso da fita: highline (travessia em alturas acima de cinco metros), longline (travessia por longas distâncias acima de 20 metros), waterline (saltos com acrobacias sobre a água) e trickline (para competição de saltos com acrobacias) – tipo disputado na Alemanha.

No World Slackline Master 2018, 20 equipes participaram durante a manhã do dia primeiro de julho para superarem a qualificação – etapa que faz a linha de corte e diminui para 16 o número de duplas. Na fase de oitavas de final, os classificados começaram a concorrer entre si.

Às 14h, a dupla Alisson e Xande venceu os italianos e seguiu para as quartas de final, nas quais, às 16h20, superaram os americanos. Fato interessante é que na dupla norte-americana estava o ídolo Andy Lewis, pioneiro da modalidade trickline e autor de várias acrobacias admiradas pelos brasileiros.

Nas semifinais, foi a vez dos franceses perderem para a dupla Alisson e Xande. A final aconteceu às 17h40 e foi sul-americana, com chilenos competindo contra os brasileiros. Na equipe do Chile estava Abraham Hernandez, outra celebridade do Slackline e patrocinado pela Adidas.

Os brasileiros não se intimidaram e venceram o torneio. Veja abaixo o vídeo da final, ocorrida em Munique, na Königsplatz (praça do bairro Kunstareal), em frente à Gliptoteca.

Prata da casa

Nascido em Ribeirão das Neves, Alisson tem 26 anos e considera que começou tarde no desporto. Apesar de ser um atleta acima dos 70kg, o que interfere nas acrobacias, sempre se destacou no cenário do slackline.

Alisson Ferreira no Centro de Treinamento de Slackline - Foto - William Araújo
Alisson Ferreira no Centro de Treinamento de Slackline – Foto – William Araújo

O campeão conheceu o esporte há cerca de sete anos, em uma festa da empresa em que trabalhava. À época, o slackline ainda era incipiente no Brasil e o jovem ficou maravilhado. Daí em diante, decidiu aprofundar na modalidade por conta própria.

Atualmente, Alisson é contratado como atleta treinador pela Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, na qual também estudou durante a infância. O instituto dispõe de um Centro de Treinamento de Slackline e atende, semanalmente, mais de 140 alunos interessados no esporte.

Em setembro de 2017, promoveu no centro de treinamento o “1º Neves Slack Cup – Campeonato Nacional de Slackline”, em que participaram cerca de 95 “acrobatas das fitas”.

Alisson tem o apoio de comerciantes de Ribeirão das Neves, da Cidade dos Meninos e o patrocínio de três companhias: Xavier Carnes, Vinhedos Esporte Clube e Kja Sports – gerenciamento de atletas. Na ocasião do World Slackline Masters 2018, essas empresas foram importantes para que o campeão representasse o Brasil na Alemanha.

O atleta administra o grupo “Neves na Fita”, em que simpatizantes do esporte podem trocar ideias e organizar eventos. Quando questionado sobre o futuro, Alisson respondeu:

“Quero regularizar a Federação Mineira de Slackline para popularizar o desporto. Além disso, planejo fazer o ‘2º Neves Slack Cup’, para que mais pessoas possam perceber o potencial de nossos atletas”.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH, Bolsista PCCT na Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig)/Minas Faz Ciência, ilustrador, cartunista, videomaker, desenvolvedor web, jornalista editor no Jornal Norte Livre - parceiro hiperlocal do Portal Uai - com passagem pelo Jornal Daqui BH, conteudista, SEO (Search Engine Optimization), fotógrafo, animador 2D.