Viaduto Lúcia Casasanta (Avenida João Samaha) - Foto William Araújo Jornal Norte Livre Venda Nova
Viaduto Lúcia Casasanta (Avenida João Samaha) - Foto William Araújo Jornal Norte Livre Venda Nova
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Por Gabriel Ronan

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), vai vistoriar seis viadutos ligados a região de Venda Nova nos próximos meses. São eles: Lúcia Casasanta (Avenida João Samaha), Montese, Monte Castelo, Oscar Niemeyer (Viaduto B), Gil Nogueira (Viaduto A) e o da Barragem da Lagoa da Pampulha. Apesar da vistoria, a Sudecap garante que todas as estruturas estão estáveis.


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Serão realizadas ações de conservação e recuperação dos elevados para prolongar a vida útil de cada um deles. O processo acontece a partir das seguintes fases: mapeamento, diagnóstico para avaliar as condições gerais da estrutura e do pavimento e recomendações de intervenções.

As vistorias compreendem inspeções visuais da situação de cada viaduto e também levantamentos topográficos, que medem as movimentações das estruturas. As inspeções visuais observam, por exemplo, corrosões em armaduras aparentes, desplacamento de concreto, vazios na concretagem etc.

Uma empresa privada, contratada via licitação, será responsável pelas vistorias. O prazo para a prestação completa dos serviços é de 720 dias contados a partir da data de emissão da 1ª Ordem de Serviço. O valor teto é de R$ 378.809,80, conforme dados da prefeitura.

De acordo com a Sudecap, os serviços pretendem “conhecer e avaliar as condições geométrico/topográficas dos viadutos”. A última leitura topográfica aconteceu em setembro do ano passado.

Histórico

Viaduto Angola, na Avenida Antonio Carlos, próximo ao conjunto IAPI, passou por obras de manutenção neste ano, após vistorias da prefeitura. Foto: Rodrigo Clemente/PBH.
Viaduto Angola, na Avenida Antonio Carlos, próximo ao conjunto IAPI, passou por obras de manutenção neste ano, após vistorias da prefeitura. Foto: Rodrigo Clemente/PBH.

A Prefeitura Belo Horizonte tem sido alvo de críticas na gestão dos viadutos, após a queda do elevado Batalha dos Guararapes, em julho de 2014. Naquela ocasião, duas pessoas morreram e outras 23 ficaram feridas por um erro de cálculo na construção de um dos pilares de sustentação da estrutura. O pontilhão foi erguido Cowan e projetado pela Consol.

Um dos viadutos listados na licitação explicada acima chegou a ser fechado em fevereiro de 2014. O elevado da Rua Montese, que liga os bairros Itapoã e Santa Branca, apresentou deslocamento lateral de 27 centímetros e foi interditado à época.

Em vistorias realizadas neste ano, um pontilhão da Avenida Antônio Carlos passou por

Viaduto Lúcia Casasanta (Avenida João Samaha) - Foto 2 William Araújo Jornal Norte Livre Venda Nova
Viaduto Lúcia Casasanta (Avenida João Samaha) – Foto 2 William Araújo Jornal Norte Livre Venda Nova

obras no primeiro semestre. O viaduto Angola, que dá acesso ao Hospital Odilon Behrens (HOB), precisou ser interditado para troca dos aparelhos de apoio da estrutura.

De acordo com a Sudecap, além do desgaste pelo uso dos equipamentos e do peso das estruturas, a ação humana gera problemas aos viadutos. Isso porque a população de rua que se concentra abaixo dos elevados reduz a vida útil do pontilhão, por meio da exposição das estruturas de concreto armado pelo contato com a urina, outros dejetos e pelo uso contínuo do fogo utilizado na queima de cabos de cobre e madeira.

Contudo, a autarquia ressalta que não houve registros de problemas decorrentes da ação humana, até aqui, na capital.

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