Foto cedida por Hugo Gonçalves - Avenida Vilarinho próximo ao Habbibs - 17h20
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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (19) e divulgou o novo projeto para as obras no Córrego Vilarinho, em Venda Nova. A ideia, agora, é construir 12 reservatórios ao longo do leito do córrego. Essas grandes bacias terão suas capacidades entre 65 e 105 mil metros cúbicos.


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Com isso, o Executivo municipal abandona o plano de resolver o problema com dois túneis, os quais levariam as águas até a Região Norte da cidade. O novo projeto passará por três etapas. Segundo o superintendente de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Henrique Castilho, a primeira fase deve ser concluída até 2022 e começará ainda neste ano.

O foco da prefeitura em 2019 será o desvio do trânsito no encontro dos córregos Vilarinho e Nado, justamente na área localizada em frente ao Habib’s, na Vilarinho. No local, será instalado um dos 12 reservatórios prometidos pela Sudecap. O lugar é marcado pelas enchentes, que em novembro do ano passado tiraram quatro vidas em Venda Nova.

A primeira etapa, segundo Henrique Castilho, deixará Venda Nova livre dos perigos das enchentes com tempo de referência de 10 anos. Isto é, das precipitações que acontecem, em média, uma vez por década.

A segunda fase será para conter as cheias que acontecem a cada 25 anos. Já a última resolverá completamente o problema e protegerá a população contra pluviosidades comuns a cada cinco décadas.

A enchente que matou quatro pessoas no ano passado, segundo a Sudecap, acontece a cada 50 anos. Naquela ocasião, Venda Nova enfrentou 96 milímetros de precipitação em apenas uma hora.

Sem licitação

Além da apresentação do novo projeto, o Executivo municipal se reuniu com o Ministério Público estadual e com o Tribunal de Justiça mineiro para acelerar a execução das obras na Vilarinho. Será montado um grupo de trabalho, o qual contratará a empresa responsável pela obra sem licitação. Isso porque esse processo demoraria cerca de 70 dias, o que atrasaria ainda mais o início.

“O objetivo nosso é ver se a gente consegue contratar a execução da obra direto, sem licitação. Teria concorrência, ainda assim. A urgência da obra nos obriga a fazê-la o mais rápido possível”, explica Henrique Castilho.

Antigo projeto

O projeto apresentado em dezembro do ano passado consistia na construção de dois túneis, o primeiro com extensão de 806 metros e seções de 25 metros quadrados (5m por 5m), o que comportaria a passagem de 160 mil litros por segundo.

A estrutura subterrânea começaria no cruzamento da Avenida Vilarinho com a Rua Geraldo Alexandre Ferreira, passaria pelas avenidas Dom Pedro I e Cristiano Machado e desaguaria no Córrego Floresta, no Bairro Juliana, Região Norte da capital.

O segundo túnel teria 730 metros, a mesma medida de seção do primeiro e seguiria o trajeto da Rua Maçon Ribeiro até o Córrego Floresta. Seria construído, ainda, um mega reservatório 2.430 metros quadrados na rotatória da Vilarinho, em frente ao Habib’s, o que foi apelidado pelos movimentos contrários à obra como “piscinão”.

Essa intervenção recebeu críticas do Comitê da Bacia Hidrográfica Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), que justificou o posicionamento com a alegação de que a obra só transferiria as inundações para a Região Norte da cidade.

Perguntado sobre o motivo da mudança, o superintendente Henrique Castilho disse que os estudos hidrográficos feitos pela empresa contratada para elaborar o cronograma descartaram o antigo projeto.


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