Foto: Arquivo PESV
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Neste sábado (05), a partir das 8h30, o Parque Estadual Serra Verde (Pesv) promoverá mais uma edição da caminhada ecológica mensal, que é aberta ao público em geral. O passeio pela segunda maior unidade de conservação estadual presente em Belo Horizonte, neste mês, terá a temática “Trilha dos Bichos: Borboletas do Pesv”, em que um especialista levará os participantes a conhecerem mais sobre essas ilustres moradoras do lugar.


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A trilha é guiada e tem o número limitado a 30 pessoas por edição. Restam, até o momento desta publicação, 15 vagas.

A entrada é gratuita, mas necessita de inscrição prévia feita pelo telefone ou e-mail do parque (informações de contato no final da matéria). Os interessados devem ter o hábito de caminhar, pois, geralmente, o percurso se estende por 2,5 quilômetros. 

Além disso, é necessário trajar blusa leve (não regata), calça comprida, boné ou chapéu e tênis ou bota. Também recomenda-se ao participante que leve água e use protetor solar e repelente. É obrigatório ter em dia a vacina contra febre amarela. 

O encontro de partida ocorrerá na sede do parque, situada na Rua da Cavalariça, 99, Bairro Serra Verde (ao lado do Centro de Saúde Serra Verde). A caminhada tem previsão de encerramento às 11h30.

No mês passado, a caminhada temática foi em homenagem ao Dia da Árvore, 21 de setembro. Em novembro, o Pesv fará a trilha das nascentes, e em dezembro a trilha noturna, que ocorre dua vezes no ano.

Trilhas ecológicas e educação ambiental

A importância de atividades na natureza que não a degradam, porém, despertam em seus participantes a sensibilidade e preocupação com o meio ambiente é umas das estratégias adotadas pela educação ambiental em várias coletividades, como escolas e outras comunidades.

De acordo com o artigo “Educação ambiental e as trilhas: contexto para sensibilização ambiental”, de Mariana Cristina da Cunha Souza, a educação ambiental virou pauta global a partir da Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento, ocorrida em 1972, em Estocolmo. Ali, com o perigo de que a natureza sofresse muito nos anos seguintes, foi estabelecido um programa para preservação e conscientização.

Ainda segundo Souza, citando Rodrigues (2000), Carvalho (2004) e Boçon (2004) em seu artigo (pág. 9), “a criação de trilhas ou o aproveitamento de caminhos já abertos em momentos anteriores tem como objetivo proporcionar aos visitantes um aprendizado através do contato com os elementos da natureza. Infere-se que a caminhada em ambientes naturais contribua para uma melhor compreensão do que é o natural, sua importância para a paisagem e para a qualidade ambiental. O contato com elementos naturais incentiva a observação e proporciona momentos de reflexão”.

Outro fator interessante agregado à sensibilização e educação ambiental é o cumprimento de pelos menos três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelas Nações Unidas (Onu) a serem implantados até 2030. Entre eles, busca-se:

– Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos (ODS6)

– A conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável (ODS14)

– Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade (ODS15).

Serviço

Foto: Arquivo PESV

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo