Obras de demolição no córrego Marimbondo - 08-05 - Foto William Araújo
Obras de demolição no córrego Marimbondo - 08-05 - Foto William Araújo
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Por William Araújo e Gabriel Ronan

Em março deste ano, moradores do bairro Santa Mônica, em Venda Nova, procuraram o jornal para informar os problemas que passam desde 2014, quando a prefeitura desapropriou diversas casas no entorno do córrego Marimbondo. Na época, as obras para revitalização e saneamento do curso d`água – parte do Programa de Aceleramento do Crescimento 2 (PAC2) –  pararam por problemas na licitação.


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Algumas famílias foram indenizadas e outras realocadas para apartamentos pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Entretanto, após a remoção dos moradores, portas e janelas foram retiradas das casas e o esqueleto dos imóveis ficou para trás. Daí em diante os vizinhos começaram a ter problemas.

Andarilhos e invasores aproveitaram as estruturas das residências para despejar lixo e praticar atividades suspeitas, como uso de drogas, sexo e esconderijo de entorpecentes.

Segundo relato dos moradores, casas foram arrombadas, pessoas assaltadas e houve maior proliferação de animais peçonhentos por causa do acúmulo de escombros.

Dias após a primeira publicação sobre o assunto, aconteceu uma visita técnica ao local requisitada pelo vereador Cláudio da Drogaria Duarte (PMN), em que representantes da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Gerência de Controle de Zoonoses (GERCZO) e Secretária Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI) debateram sobre os prazos para início das obras de demolição.

De acordo com o representante da SMOBI, os trabalhos de destruição começariam em até oito dias a partir daquela visita. Entretanto, nada aconteceu.

Diante disso, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) foi procurada para saber os motivos do atraso. A PBH, na figura da Sudecap, respondeu que as obras teriam início em novo prazo, até o fim da primeira quinzena de maio.

A equipe de reportagem foi recebida por Humberto Pereira de Abreu Júnior, Coordenador de Atendimento da Regional Venda Nova, que explicou como a demora do desligamento da energia das casas atrasou o início das demolições. Além disso, o Coordenador corroborou o prazo dado pela PBH e assumiu, novamente, o compromisso pelas obras.

Hoje, a partir das 7h30, fiscalizados por um técnico da Sudecap, caminhões e tratores começaram as obras de demolição das casas desapropriadas.

Em questionamento aos fiscais e trabalhadores, foi informado que as casas seriam destruídas e os escombros seriam removidos imediatamente. De acordo com o técnico que supervisionava a operação, as máquinas começariam na semana anterior, mas foi necessário refazer a medida da quantidade de material que seria gerado com a demolição, por isso só puderam vir agora.

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