Lidiane e Ana Júlia sorriram ao se reencontrarem no Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul da capital mineira. Foto: arquivo pessoal.
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A angústia vivida por Lidiane de Oliveira, moradora do Bairro Maria Helena, em Venda Nova, finalmente chegou ao fim. Há exata uma semana, a mãe reencontrou a filha Ana Júlia de Oliveira Feitosa, de apenas 7 anos, que estava desaparecida desde 9 de junho.

O reencontro das duas aconteceu no Fórum Lafayette, em uma audiência pública ocorrida sob tutela de urgência, conforme a mãe. Ainda segundo Lidiane, a menina estava com o pai, que tem a guarda compartilhada da criança mas não a devolveu dentro do prazo estipulado pela Justiça.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Militar (PM) com base na versão da mãe, Ana Júlia foi deixada com a avó em um estabelecimento comercial localizado na Rua dos Timbiras, Bairro Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo decisão judicial, o pai da criança tem a guarda compartilhada, com o direito de visitá-la sempre aos domingos, entre 9h e 18h. No entanto, novamente segundo Lidiane de Oliveira, o homem não respeitou o limite de tempo.


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A violação fez com que a criança perdesse uma consulta marcada há meses com um neurologista do Hospital Infantil João Paulo II, no Centro de BH. Diagnosticada com epilepsia, Ana Júlia tinha um agendamento com um especialista do ramo para tentar diminuir o número de convulsões que lhe assola diariamente.

Por telefone, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável por administrar o Hospital Infantil João Paulo II, informou que o encaminhamento de Ana Júlia parte do Centro de Saúde que a atende. Ou seja, a unidade municipal é responsável por dar ou não prioridade a determinado paciente.

Apesar das dificuldades, Lidiane reconhece que o momento é de agradecer. “Graças a Deus deu tudo certo. Agradeço a vocês (do Jornal Norte Livre) pela matéria que fizeram (quando a menina ainda estava desaparecida). Não teria conseguido sem o apoio de outras pessoas”, ressalta.


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