Estação MOVE Bairro Candelária - Foto - William Araújo - Jornal Norte Livre
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Por Gabriel Ronan

Em meio ao aumento das tarifas dos ônibus de Belo Horizonte, que fez a passagem saltar de R$ 4,05 para R$ 4,50, a população de Venda Nova pode ganhar melhorias no transporte público da regional em breve. A prefeitura de BH conseguiu um empréstimo de 82,5 milhões de dólares (R$ 303,5 milhões na cotação atual) para investir, entre outras obras, na ampliação dos corredores exclusivos de ônibus na regional. O dinheiro vem de negociações com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, na sigla em espanhol) e ainda aguarda aprovação do governo federal, por se tratar de uma transação internacional.


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Segundo o Executivo municipal, os projetos para a criação de corredores de transporte coletivo em Venda Nova estão em andamento. A previsão é que este passo seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano, caso a União não trave o repasse.

As obras preveem serviços de recapeamento, adequação ao sistema BRT, tratamento da acessibilidade de travessias e sinalização horizontal e vertical em vias de 14 bairros da regional. São eles: Céu Azul, Lagoa, São Pedro, Serra Verde, Mantiqueira, Jardim Europa, Jardim dos Comerciários, Lagoinha, Jardim Leblon, Minas Caixa, São João Batista, Letícia, Candelária e Paraúna. No total, segundo a PBH, aproximadamente 40 quilômetros de vias receberão alguma intervenção.

Contudo, ainda não é possível saber quanto será investido exatamente em Venda Nova. Certo é que parte dos R$ 303,5 milhões serão destinados à regional, mediante aval do governo Jair Bolsonaro (PSL). Além das melhorias no transporte público, a verba será usada na execução de obras nas interseções ao longo da Avenida Cristiano Machado e da Linha Verde e na revitalização das praças Rio Branco (Rodoviária) e Governador Israel Pinheiro (Papa). A conclusão de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs Norte I e Nordeste II) também está no cronograma.

Linha 61 liga a Estação Venda Nova ao hipercentro da capital mineira. Com possíveis obras, cidadão poderá chegar mais rápido ao seu destino. Foto: Breno Pataro/PBH.
Linha 61 liga a Estação Venda Nova ao hipercentro da capital mineira. Com possíveis obras, cidadão poderá chegar mais rápido ao seu destino. Foto: Breno Pataro/PBH.

Além disso, o aporte do CAF seria usado para reformar a Unidade de Referência Secundária Padre Eustáquio, a Maternidade do Hospital Odilon Behrens e o Centro Obstétrico. O dinheiro seria destinado, ainda, à implantação de sistemas para modernizar a gestão da área da saúde e de obras públicas.

Saúde contemplada

UPA Venda Nova pode receber aportes da prefeitura para executar reformas. Foto:
Márcio Martins/PBH.

A prefeitura trabalha com outra operação internacional de crédito, que está na mesma fase da citada anteriormente. Ou seja, depende apenas da aprovação da União. Trata-se de um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na ordem de 56 milhões de dólares (R$ 206 milhões na cotação atual), que se destinaria à área da saúde.

De acordo com a prefeitura, o BID vai financiar a quantia para o Programa de Modernização e Melhoria da Qualidade das Redes de Atenção em Saúde. Com isso, o dinheiro contribuiria na reconstrução e aquisição de equipamentos de Unidades Básicas de Saúde e na implementação e reforma de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24h. 

O governo municipal também pretende, com esse investimento, ampliar as unidades especializadas e hospitalares e executar um sistema de gestão para melhorar a eficiência e a qualidade no atendimento da rede de saúde em toda a cidade.

Novos empréstimos

Além das operações supracitadas, a PBH articula outros dois empréstimos: um de R$ 180 milhões com o Banco do Brasil e outro de 80 milhões de dólares (R$ 294,3 na cotação atual) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Segundo o Executivo municipal, o primeiro aguarda sanção do prefeito Alexandre Kalil (PHS). Já o segundo
está em fase de processo interno, ainda no organismo internacional.

O aporte conseguido com o BB, segundo Projeto de Lei aprovado na Câmara de BH, iria para a gestão do sistema viário municipal. Quanto aos valores do Bird, o PL detalha que o dinheiro serviria ao Programa de Mobilidade e Inclusão Urbana de Belo Horizonte.

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