Mariano L dos Santos, cadeirante, aguardava na fila de carros para abastecer seu galão - Posto na Rua Padre Pedro Pinto - altura do bairro Lagoinha - Foto - William Araujo
Mariano L dos Santos, cadeirante, aguardava na fila de carros para abastecer seu galão - Posto na Rua Padre Pedro Pinto - altura do bairro Lagoinha - Foto - William Araujo
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Por Gabriel Ronan e William Araújo

A greve dos caminhoneiros, que afeta o Brasil desde segunda-feira, chega também a Venda Nova. Na manhã desta quinta-feira (24), o Norte Livre visitou os postos de combustíveis das principais vias da regional e registrou dificuldade dos frentistas para atender à demanda. Em razão da escassez, filas enormes se formam nos estabelecimentos que ainda têm algum combustível.

Na Avenida João Samaha, no Bairro São João Batista, a fila de carros invade a ciclovia. Filas também são vistas em dois postos da Rua Doutor Álvaro Camargos, localizada no mesmo bairro. Com isso, o trânsito se complica e exige paciência de quem passa por ali.


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Sem combustível, dois postos – na Avenida Pedro I e na Rua Ministro Oliveira Salazar – não conseguem sequer atender os clientes. Ao aproximarem das estações, os interessados se deparam com frentistas fazendo sinais negativos. Até mesmo correntes são usadas para impedir que veículos cheguem até as bombas de combustível.

Na Rua Padre Pedro Pinto, altura do bairro Lagoinha, o Posto Ipiranga Jardim Florença trabalha com as quatro bombas. Entretanto, as filas de veículos se estendem por mais de duas vias e dois quarteirões.

Alguns motoristas, diante do problema da falta de combustível, tentaram furar as filas, mas foram impedidos pelos prejudicados, sendo obrigados a deixar a rua para que não sofressem agressões.

No mesmo posto, um cadeirante seguia aguardando entre os carros para abastecer um galão de 5L com etanol. Questionado sobre o motivo, Mariano L. dos Santos, de 66 anos, disse que pretende viajar com o irmão no fim de semana, mas não sabe como estará a situação dos combustíveis no próximo domingo.

O cadeirante mora em Ribeirão das Neves e precisou se deslocar até a Rua Padre Pedro Pinto, 6400, para abastecer o galão.

Mariano L dos Santos - Posto na Rua Padre Pedro Pinto - altura do bairro Lagoinha - Foto - William Araujo
Mariano L dos Santos – Posto na Rua Padre Pedro Pinto – altura do bairro Lagoinha – Foto – William Araujo

Em outro posto, na Avenida Vilarinho, número 5360, frentistas também impediam o acesso de automóveis. Somente ônibus abasteciam com o único combustível disponível: diesel. Na mesma avenida, um posto na entrada do bairro Mantiqueira estava fechado.

Ontem, a Prefeitura de Belo Horizonte emitiu, por meio das redes sociais, a seguinte nota:

Posto na Avenida Vilarinho - altura do bairro Mantiqueira - Foto - William Araujo
Posto na Avenida Vilarinho – altura do bairro Mantiqueira – Foto – William Araujo

Novamente na Rua Padre Pedro Pinto, 3300, o Posto Petrobrás próximo à entrada do Bairro Letícia estava com filas de automóveis e motocicletas que ultrapassavam três quarteirões e chegavam à Avenida Vilarinho.

Posto Petrobrás na rua Padre Pedro Pinto - bairro Letícia - Foto William Araujo
Posto Petrobrás na rua Padre Pedro Pinto – bairro Letícia – Foto William Araujo

O maior valor registrado para gasolina comum entre os postos visitados foi de R$5,59, no Auto Posto Macpetro, situado na Rua Doutor Álvaro Camargo, 2344. O menor valor foi encontrado no Posto Petrobrás, na Rua Padre Pedro Pinto, 3300: R$4,79 o litro da gasolina comum.

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