Sofia, 6 anos - Foto: Acervo pessoal de Mariana Alves
Sofia, 6 anos - Foto: Acervo pessoal de Mariana Alves
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Já pensou estar em casa e de repente receber o seguinte pedido: “mãe, quero perucas de lã no meu aniversário”. Claro, você perguntaria o por quê. Contudo, estaria pronto(a) para a resposta? “Quero doar para meninas que não têm cabelo”.

Sofia, poucas semanas antes de seu aniversário, surpreendeu a mãe, Mariana Alves, com o pedido de perucas como presente. A garotinha, que completa sete anos no dia primeiro de agosto, pretende ajudar outras meninas que passam pelas dificuldades do câncer e, durante o tratamento, perdem os cabelos.


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Mariana é moradora de Venda Nova, analista comercial e gestora do Projeto Afago, desenvolvido há três anos com a amiga Laysla. Quando recebeu o pedido da filha, não soube como recusar, por isso busca ajuda voluntária para conseguir confeccionar, ao menos, 20 perucas de lã, conhecidas também como perucas de princesas, para doar às crianças com câncer atendidas pelo Hospital da Baleia, em Belo Horizonte.

As perucas de lã são produtos do imaginário de crianças com a intenção de parecerem com as princesas dos contos e desenhos animados. Para serem produzidas, precisam de fitas de cetim coloridas, pedrarias, laços, coroas (bijuterias) e, claro, dos novelos de lã. Durante a confecção, são usadas tesouras, cola quente, agulhas de bordado em tapete de arraiolo e croché.

Como Mariana não dominava a arte, buscou o auxílio da amiga Laysla, que divulgou em redes sociais e descobriu uma iniciativa semelhante ocorrida em BH: “Tetê, minha amiga princesa”. Rapidamente, a mãe de Sofia fez contato com a artesã e arquiteta responsável pelo projeto e conseguiu, além de sete perucas, receber aulas para produção dos acessórios de princesas.


Mariana decidiu estabelecer como meta 20 perucas de lã a serem distribuídas para as crianças da ala de oncologia do Hospital da Baleia. Os acessórios serão doados às meninas que estiverem no local, no dia primeiro de agosto, para fazerem tratamento.

Conforme a mãe de Sofia, pode ser que no dia existam mais crianças do que perucas para doação, por isso o apoio da comunidade é tão importante. Os voluntários podem ajudar a superar essa meta de 20 utensílios, que caso sobrarem, poderão ser doados a outras instituições.

São necessários sete novelos de lã de 40 gramas para fazerem a touca e os cabelos principais da peruca. As fitas e outros adereços servem para enfeitar e deixar o acessório mais bonito.

Como ajudar

De acordo com Mariana, o próximo sábado (20) e o seguinte (27) serão usados para ministrar, gratuitamente, a oficina de construção das perucas e, ao mesmo tempo, produzi-las. Porém, a mãe de Sofia precisa do material e voluntários interessados em aprender e doar o que fizeram.

Podem ser doados: novelos de lã de 40 gramas (várias cores), fitas de cetim (várias cores), adereços e pedrarias para comporem cada peruca. Cada novelo custa em torno de R$4.

Para doar ou se voluntariar, os interessados devem fazer contato com Mariana pelo Whatsapp ou telefone (31) 97503-6281.

Projeto Afago

A iniciativa de Mariana surgiu no final de 2016 quando ela e Laysla decidiram alegrar o Natal de crianças carentes. As amigas recolhem doações de brinquedos e distribuem em creches e aglomerados — um deles a Vila do Índio, em Venda Nova. Também faz parte do projeto o recolhimento de agasalhos para doação a pessoas em situação de rua.

Sofia desde sempre acompanha os familiares nas ações voluntárias, por isso, segundo Mariana, ela pode ter se apegado ao altruísmo.

“A Sofia sempre nos acompanhou durante as ações do projeto. Talvez isso tenha incentivado nela o pedido das perucas para crianças com câncer”, diz Mariana Alves.

O “Afago” conta hoje com os membros da família de Mariana e alguns voluntários assíduos, em torno de cinco. Todos os anos eles promovem eventos para assistência aos necessitados que encontram. Para saber mais sobre o projeto, acesse a fanpage da iniciativa pelo link.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo