Música - Pixabay
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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), aprovou 14 projetos de Venda Nova no edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Com isso, os investimentos na regional serão de R$ 982.450, o que representa apenas 4,9% do total de R$ 20.050.000 (vinte milhões e cinquenta mil reais).


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Após quase dois anos sem receber qualquer recurso, a cultura de Belo Horizonte encara os velhos problemas de sempre. Neste edital, a concentração do dinheiro está na Região Centro-Sul, onde serão investidos cerca de R$ 8 milhões.

A região mais nobre da cidade também lidera o ranking de projetos contemplados. No total, serão 104 iniciativas incentivadas – aproximadamente 40% dos 275 aprovados no edital.

“Os piores índices eram de Venda Nova, tanto em termos de inscrições quanto em aprovações. Mas agora melhorou. É uma melhora pequena, mas a ideia é ter políticas públicas para aumentar essa participação. Estamos caminhando nessa direção, para privilegiar as regionais com menores recursos financeiros”, ressalta o conselheiro municipal de cultura de Venda Nova, Jason Isnard.

Procurada, a Secretaria Municipal de Cultura informou que adotou critérios de avaliação “que apontavam para a necessidade de descentralização das atividades“. Segundo a pasta, tais regras se concentraram em territórios com baixa participação nos editais, como Venda Nova e a Região Norte.

“À princípio, parece um crescimento sutil e, na verdade, é. Mas alcançar este patamar demandou muito trabalho e esforço, uma vez que nos últimos editais, as regiões Norte, Venda Nova e Barreiro sequer atingiram 3% (do total de projetos apresentados)”, afirma o diretor de Fomento e Economia da Cultura da SMC, Leonardo Beltrão.

Outra medida se deu na “Caravana da Cultura”. A partir dela, a prefeitura promoveu 19 encontros com empreendedores culturais, nos quais se apresentou as especificidades e regras do edital.

Com isso, a prefeitura ressalta que cada regional vai receber, no mínimo, 4% dos recursos financeiros. O índice é maior que o mínimo estabelecido pela lei, que é de 3%.

O dinheiro vem do Fundo Municipal de Cultura (R$ 8 milhões) e da modalidade de Incentivo Fiscal por parte de empresas privadas (R$ 12,05 milhões).

Venda Nova em cena

Entre os projetos incentivados em Venda Nova estão a reforma da Orquestra Escola Criarte, no Bairro Jardim Europa, e a produção do álbum “Fugio”, da MC Tamara Franklin – artistas já pautados pelo Norte Livre.

Há mais de 15 anos em Venda Nova, a Escola Criarte tem liderança do mestre Alarico e se apresentou, em julho, em uma mostra cultural realizada no auditório da Escola Municipal Geraldo Teixeira da Costa (Geteco). Serão disponibilizados R$ 88 mil para dar uma nova cara à sede do projeto.

A MC Tamara Franklin também apresentou seu talento recentemente em Venda Nova. Nascida em Ribeirão das Neves, ela participou da Oficina Feminina de Rap, realizada no Centro Cultural Venda Nova (CCVN), no mês passado. Para gravar seu disco, ela vai receber R$ 70 mil.

Os projetos foram selecionados pela Câmara de Fomento à Cultura Municipal, formada por 12 membros da sociedade civil escolhidos por meio de um processo eleitoral e 12 representantes do poder público.


 

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