Ambiente abriga vegetação característica do Cerrado, ainda preservada, no coração de Venda Nova. Foto: Flávia Melo.
Ambiente abriga vegetação característica do Cerrado, ainda preservada, no coração de Venda Nova. Foto: Flávia Melo.
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Um lugar para ler um bom livro, aprender técnicas de jardinagem e compartilhar o pensamento sustentável. É o que propõe o Espaço Ambiental de Venda Nova, localizado na Rua Água Marinha, 120, no Bairro Candelária. O local está a menos de 500 metros da Estação de Integração Venda Nova.

Aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h as 17h, a ‘Matinha’, como é conhecido o espaço, tem a coordenação de Flávia Melo, doutora em Ciências da Informação pela UFMG.

“Muitas escolas de Venda Nova, principalmente as Umeis, têm optado por construir uma horta. Geralmente, elas nos procuram para conseguir orientação ambiental e tirar os alunos um pouco da rotina de sala de aula”, conta a coordenadora.

 

A dinâmica conta com a participação de um jardineiro. Ele ensina as crianças e jovens a cultivar e cuidar das hortas. Elas passam por uma palestra e por uma atividade prática, na qual os alunos preparam a terra e plantam as espécies.

Ao final da interação, o plantio pode ter três destinos: as casas dos alunos, a escola ou permanecer no Espaço Ambiental de Venda Nova.

Em 2017, foram mais de 2,5 mil alunos contemplados, a partir de 79 atividades desenvolvidas. Nelas, foram produzidas cerca de 6 mil mudas.

Flávia Melo está na direção do espaço há poucas semanas, por isso ainda passa por um período de treinamento. A partir de outubro, o local passa, novamente, a receber escolas, por meio do Programa Escola Integrada.

A Matinha existe desde 2008 e foi idealizada pela ambientalista Cláudia Barros. O terreno pertencia a gerência de jardins de Venda Nova, porém o órgão não existe mais.

Preservação e bibliotecas

'Sementioteca': uma das atrações da Matinha. Foto: Flávia Melo.
‘Sementioteca’: uma das atrações da Matinha. Foto: Flávia Melo.

Além dos atendimentos às escolas, a Matinha oferece serviços à população de Venda Nova. O espaço abriga uma biblioteca, na qual o cidadão pode escolher um livro e lê-lo em um local calmo, preservado e longe da correria do dia-dia.

Outra novidade ressaltada pela coordenação é a ‘Sementioteca’. Trata-se de um inventário com diversas sementes. Nele, o visitante pode aprender um pouco mais sobre espécies conhecidas do seu cotidiano, como unha de vaca, jatobás, ipês etc.

O cuidado com a fauna e a flora também chama a atenção. Por se tratar de um ambiente localizado no perímetro urbano, a Matinha ostenta uma singularidade: um dos últimos espaços do bioma Cerrado ainda não desmatado em Belo Horizonte.

Parcerias com o Projeto Manuelzão, da UFMG, também fazem parte do cronograma. São palestras com ambientalistas e veterinários do programa, que passam informações em prol de uma vida mais harmoniosa com o meio ambiente.

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