Divulgação/Eles Passarão, Eu Vilarinho
Divulgação/Eles Passarão, Eu Vilarinho
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Por Gabriel Ronan

Nesta quinta-feira (14), Venda Nova sedia mais um encontro para a discutir as obras de saneamento na Avenida Vilarinho, tão prejudicada por enchentes nas últimas décadas. Uma audiência pública convocada pelo Projeto Manuelzão, da UFMG, pelo coletivo CBH Rio das Velhas e pelo movimento local Eles Passarão, Eu Vilarinho pretende apresentar à população o projeto elaborado pela Engesolo Engenharia e implementado pelo Executivo municipal.


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A reunião está marcada para às 19h, na Escola Municipal Francisco Magalhães (Rua dos Mamoeiros, 98 – Vila Clóris), em frente à Estação Vilarinho do metrô. Segundo o representante do Eles Passarão, Eu Vilarinho e líder comunitário Ricardo Andrade, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Câmara de BH e a prefeitura foram convidadas a participar da audiência. Em nota, o Executivo municipal confirmou a participação no evento, que também deverá discutir as obras no Córrego do Nado.

Esta será a segunda audiência com a pauta semelhante só nesta semana. Nessa segunda-feira (11), a Câmara de BH criticou o projeto em encontro convocado pela Comissão Especial de Estudos. Os vereadores defenderam mais debate em torno do projeto do Executivo antes de sua adoção e criticaram a ausência da prefeitura, que, mesmo convidada, não enviou nenhum representante para a audiência.

“Essa próxima audiência é uma solicitação nossa (movimentos populares e ambientais). A gente quer que a prefeitura apresente um projeto pra gente, sem ser daquela forma que foi apresentada em dezembro. Praticamente, só ficamos sabendo das intervenções pela imprensa”, ressalta o líder comunitário Ricardo Andrade.

Nesta terça, porém, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) rebateu as críticas pela ausência de representantes da PBH na audiência na Câmara. Em agenda para apresentar os resultados do carnaval da cidade, o chefe do Executivo acusou os vereadores de fazerem “política em cima de morto”. Kalil se referiu às quatro vidas perdidas em uma enchente ocorrida em 15 de novembro do ano passado.

O projeto

A obra prevê um gasto de R$ 300 milhões para a construção de dois túneis subterrâneos e uma estrutura hidráulica de confluência nas proximidades da Estação Vilarinho. As intervenções devem começar no segundo semestre de 2019, segundo o prefeito Alexandre Kalil (PHS). Antes disso, por volta de abril próximo, haverá o detalhamento do projeto e a abertura de uma licitação para a execução.

Contudo, dois pontos principais são questionados pelos grupos de ambientalistas e moradores da região. O primeiro diz respeito aos valores, já que a prefeitura deixou de executar projetos anteriores justamente pela falta de verba.

Outro ponto criticado é a transferência do problema dos alagamentos para a Região Norte da cidade. Isso porque os túneis elaborados vão levar o acúmulo de água do Córrego Vilarinho até o Córrego Floresta, o que pode levar as cheias para os bairros Xodó Marize, Felicidade e Juliana.

Em posicionamento, a prefeitura, por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), informou que “neste momento estão em desenvolvimento na Sudecap os detalhamentos das concepções apresentadas, orçamentos, bem como a elaboração de toda a documentação necessária para a publicação de processo licitatório”.

De acordo com o projeto elaborado pela Sudecap, o primeiro túnel pretende desviar o córrego Vilarinho e terá 806 metros de extensão. O segundo túnel, conforme o projeto, terá 730 metros e ficará na confluência entre os córregos Vilarinho e Nado – próxima à rotatória da Estação Vilarinho.

Com a primeira estrutura, a PBH estima que haverá acréscimo de vazão de 160 m³ por segundo no Vilarinho. Já com a segunda galeria, o Executivo municipal planeja que haverá uma saída de 145 m³ por segundo. Os dois equipamentos terão cinco metros de altura por cinco metros de largura em toda extensão.

Arte detalha onde serão feitas as obras da Prefeitura. Foto: reprodução/PBH.
Arte detalha onde serão feitas as obras da Prefeitura. Foto: reprodução/PBH.

Além dos túneis, o projeto da prefeitura inclui a canalização do córrego Floresta, também em Venda Nova. Com isso, um viaduto será erguido na Rua Joaquim Clemente, no Bairro Juliana, Região Norte da cidade.

De acordo com o prefeito Alexandre Kalil, não haverá desapropriação alguma para as atividades. Ainda segundo ele, caso não existam atrasos, a obra será entregue em um ano e meio.

Quanto aos recursos, o secretário Municipal de Fazenda, Fuad Noman Filho, informou que já há negociações com bancos internacionais interessados no projeto. Os empréstimos, contudo, necessitam de aprovação da Câmara dos Vereadores.

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