Foto: William Araújo/Norte Livre.
Foto: William Araújo/Norte Livre.
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Por Caroline de Araújo

Desde que a cantora Anitta apareceu em suas redes sociais sendo adepta do “bronzeamento natural”, muitas mulheres têm procurado as clínicas em busca do bronzeado perfeito.

Chegando ao estabelecimento, a cliente tem um biquíni feito de fita isolante desenhado conforme as curvas de seu corpo e preferências da “marquinha”. Depois disso, um produto é aplicado em sua pele e ela é levada até uma área aberta, onde irá se expor ao sol em horários considerados “adequados” para a prática – com baixa incidência de radiação. O que muita gente não sabe é que esse procedimento não é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, o único bronzeamento legalizado pela Anvisa é o feito com spray, que despensa a exposição aos raios solares. O feito por meio de câmaras foi proibido em 2009.

Alerto que, mesmo em locais especializados, esse tipo de procedimento não é recomendado pelos médicos dermatologistas. Os bronzeadores utilizados nessa técnica têm produtos que promovem o aceleramento da produção de pigmento na pele, geralmente, a base de parafina, o que aumenta consideravelmente o risco de desenvolver câncer de pele do tipo mais severo, o melanoma.

Apesar de algumas clínicas utilizarem filtros solares com fator de proteção solar 30, o procedimento, ainda assim, pode proporcionar riscos.

Além dos perigos já citados, esse método também pode causar:

  • Insolação;
  • Desidratação;
  • Manchas solares;
  • Envelhecimento precoce;
  • Queimaduras solares;
  • Dermatite de contato;
  • Alergias;
  • Câncer de pele.

Cuide bem da sua pele, converse com seu dermatologista antes de se expor a esse tipo de protocolo, e lembre-se: o bronzeamento correto com uso de filtro solar adequado pode demorar, porém, minimiza os riscos.

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