Avenida Vilarnho altura das Lojas Americanas - Foto William Araujo - Jornal Norte Livre
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No dia nove de março, um morador de Venda Nova publicou nas redes sociais sobre a iniciativa da comunidade que adotou parte da ciclovia na Avenida Vilarinho e refez a pintura de identificação. A atitude foi elogiada pela população, pois a faixa estava com as cores desbotadas e sinalização não evidente. Entretanto, a PBH e BHTrans vão contra a atividade e advertem que a prática é considerada irregular.

Venda Nova possui sete ciclovias, que totalizam 12.93 km de pistas para ciclistas. A mais extensa está no canteiro central da Avenida Vilarinho (3.04km) e a menor está na Rua Farmacêutico Raul Machado (780m), no Bairro Candelária. A última intervenção da PBH nas pistas ocorreu em 2017.

Quando questionada sobre investimentos na manutenção, a BHTrans informou por meio de nota que “está desenvolvendo estudos para futura ampliação da rede cicloviária, tendo como prioridade a alimentação do Sistema de Transporte Público e Coletivo da cidade”.

Avenida Vilarinho altura das Lojas Americanas – Foto: William Araujo – Jornal Norte Livre

Outro exemplo da iniciativa de moradores ocorreu nos sábados 09 e 16, na Rua Padre Pedro Pinto, altura do Bairro Letícia, quando um grupo identificado como Projeto Social pintou os meios-fios e os troncos das árvores da via. A intenção foi cuidar do espaço e melhorar a estética da cidade.

“Boa iniciativa da comunidade pode gerar situações de risco…”

Apesar da pintura de meios-fios não ter vedação caso siga a padronização do município, passar produtos químicos em árvores pode ser penalizado com multa.

Segundo a PBH, conforme “Código de Posturas (lei 8.616/2003) e Decreto Municipal Ambiental 16.529/2016, é proibido pintar, cobrir as raízes de árvores com cimento, danificar espécime arbóreo ou vegetação de porte em área pública ou privada, bem como as áreas ajardinadas do logradouro público. Além disso, não é permitido afixar objetos em árvores, furar, colocar produto químico (veneno), retirar todos os galhos da árvore (poda drástica), anelamento e qualquer intervenção sem a autorização do município. Em caso de descumprimento, o infrator está sujeito a multa”.

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) orienta em nota que “a população não pinte o solo (ciclovia, faixa de pedestre, quebra-molas) ajustando a sinalização. O material adequado para esse pintura evita que o solo fique escorregadio. Infelizmente, a boa iniciativa da comunidade pode gerar situações de risco, como um ciclista cair em um via pintada com o material inadequado”.

Jonathan P. F. B. dos Santos é morador da Regional há 29 anos, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Ciências Socioambientais com ênfase Geografia Urbana e foi o responsável pela postagem da ciclovia. Diante da resposta da BHTrans sobre a iniciativa da comunidade, ele diz que os órgãos responsáveis deveriam, em teoria, cuidar das ciclovias assim como cuidam das vias para carros e ônibus.

“O simples fato da ciclovia estar sem sinalização diz muito sobre o próprio posicionamento quanto a investimento nessas estruturas. Talvez, a ‘prática irregular’ cuja justificativa é a pista se tornar mais escorregadia, indique um bom momento para que a PBH realize vistorias e melhore o espaço, visto que em diversos pontos o piso está irregular, faltando pedaços e sinalizações”, diz Jonathan.

Questionada, novamente, sobre quais posturas a comunidade deveria adotar, a BHTRANS orientou “que a população cobre e formalize o pedido de manutenções de pinturas de solo por meio do telefone 156 ou no portal da www.pbh.gov.br”.


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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH, Bolsista PCCT na Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig)/Minas Faz Ciência, ilustrador, cartunista, videomaker, desenvolvedor web, jornalista editor no Jornal Norte Livre - parceiro hiperlocal do Portal Uai - com passagem pelo Jornal Daqui BH, conteudista, SEO (Search Engine Optimization), fotógrafo, animador 2D.