Associação Atlética Bahia - Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre
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Durante os meses de junho e julho, o torcedor se orgulhou das mulheres que representaram o Brasil na Copa do Mundo feminina, ocorrida na França. Agora, quem é de Venda Nova precisa apoiar a Associação Atlética Bahia, situada no Bairro Serra Verde, que vai disputar o Campeonato Mineiro de feminino.

Segundo José Maria Alves, presidente do Bahia, o time feminino existe principalmente pela força de vontade das mulheres. Elas recebem pouco apoio da instituição, que tem dificuldades para fechar o caixa pela falta de patrocínios, e, principalmente, da Federação Mineira de Futebol (FMF). “A federação só nos ajuda com taxa de arbitragem e alguma transferência que ela não cobra. Quando você vai trazer um jogador do interior, ela te cobra uma taxa de R$ 40. No futebol feminino é ainda pior, é muito pouco apoio”, afirma.


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Para Zé Maria, como é conhecido no Bairro Serra Verde, os clubes de futebol profissional com mais recursos, como Atlético, Cruzeiro e América, também não investem tanto na modalidade feminina, o que afasta patrocínios. O alvinegro e o time celeste, por exemplo, só criaram seus times femininos por exigência da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As duas instituições obrigam os clubes participantes da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro Série A, respectivamente, a terem times formados por mulheres.

Os problemas estruturais enfrentados pelo Bahia, em Venda Nova, chamam a atenção. As mulheres treinam sempre às terças e quintas-feiras, mas durante o período do inverno as atividades foram suspensas por conta do frio. “Tem menina que mora muito longe, em Ibirité e Betim. Fica difícil para vir durante a semana. A gente treina com o que dá às terças, mas só na quadra mesmo”, explica Zé Maria.

Ainda assim, o Bahia se tornou uma referência para o futebol feminino em Venda Nova. Segundo o presidente, apenas a agremiação do Serra Verde e o Manchester, do Bairro Rio Branco, investem na categoria na região.
Em 2019, o Bahia retorna ao Campeonato Mineiro Feminino depois de quatro anos de hiato. A última vez que o time representou Venda Nova na competição foi em 2014, quando o time perdeu os cinco jogos que disputou. O melhor resultado aconteceu em 2013, quando a equipe alcançou o vice-campeonato do estadual.

Essa será a 15ª edição do estadual feminino. O Atlético é o maior campeão com cinco conquistas, a última em 2012. As três edições mais recentes foram todas vencidas pelo América. No ano passado, o Coelhão bateu o Ipatinga por 8 a 7 nos pênaltis, após empate de 3 a 3 no primeiro jogo e 0 a 0 no segundo. Além dos gigantes do futebol, o Tupinambás e o Nacional já representaram a capital com o título. Neves e Santa Cruz, na Grande BH, também já venceram. No interior, o Iguaçu e o Ipatinga são os únicos vitoriosos.


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