Alisson Ferreira e Darllyon Araújo, os representantes de Neves e do Brasil no Mundial de Slackline. Foto: divulgação/Campeonato Mundial de Slackline.
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O trabalho de slackline desenvolvido na Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, no Bairro Savassi, em Ribeirão das Neves, continua a render bons frutos. Os atletas Alisson Ferreira, de 27 anos, e Darllyon Araújo, de 23, estão classificados para o campeonato mundial da modalidade.

A competição será disputada em 29 de setembro na cidade de Obuse, na província de Nagano, no Japão. As disputas contam com a participação de atletas de diferentes países, como Peru, Chile, Espanha e Estados Unidos, além dos brasileiros e dos japoneses.

Professor de slackline na Cidade dos Meninos, Alisson Ferreira venceu duas edições do campeonato mundial. Uma no ano passado, quando a competição aconteceu em Munique, na Alemanha, e outra em 2015, no Brasil.


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“Estou indo para a França, onde vou disputar duas competições. Depois vou para Munique (Alemanha) para disputar mais uma. Todo esse trabalho aqui na Europa já é uma preparação para o mundial. Quando voltar ao Brasil, vou fazer uma preparação física especial para o campeonato no Japão”, contou Alisson Ferreira, em entrevista ao Norte Livre.

Alisson pratica o slackline há mais de oito anos e acumula títulos. Entre eles, o de primeiro campeão sul-americano de slackline (Chile/2013), o bicampeonato brasileiro (Brasília/2014 e São Paulo/2015) e o tricampeonato estadual (2014/2015/2016).

Segundo ele, a competição não tem favoritos, mas será acirrada, já que conta com os melhores atletas da modalidade.

Regulamento

Os competidores foram escolhidos por análise de vídeo a partir de uma comissão julgadora. A seleção considerou uma pontuação pré-estabelecida, que também será usada no Mundial. Nela, os níveis das manobras variam de 1 a 10. Cada nível representa uma pontuação, sendo o décimo o de maior valor – 100 pontos.

Há, ainda, os combos. Neles, o atleta combina diversas manobras de diferentes níveis em um mesmo movimento. Com isso, a pontuação é automaticamente multiplicada.

Em caso de erros, como quedas ou manobras incompletas, o desportista ganha apenas um ponto.

Luto

Thiago Guimarães Silva, o Pantufa, perdeu a vida em queda no Parque das Mangabeiras. Foto: reprodução/Facebook.

A comunidade do slackline vive uma semana de luto. Morreu nessa terça-feira (4), o atleta Thiago Guimarães Silva, de 32 anos, no Parque das Mangabeiras, Região Centro-Sul de BH.

Pantufa, como era conhecido, e ao menos outros três colegas, colocaram a fita em uma pedra e a outra ponta em uma tubulação de água na Serra do Curral.


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Durante a travessia, o equipamento se desprendeu. A vítima caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros.

Com a queda, Thiago teve múltiplas fraturas na região do tórax e na região abdominal, o que provocou uma hemorragia. O quadro se agravou para uma parada cardiorrespiratória e a vítima morreu no local.

“Eu conhecia o Thiago desde que comecei a praticar a modalidade, há oito anos. Ele era um pioneiro do esporte em Belo Horizonte e no Brasil”, afirmou o campeão mundial Alisson.

Pantufa havia, inclusive, competido em Ribeirão das Neves. “Ele conquistou muitos títulos. O último foi no Centro de Treinamento da Cidade dos Meninos, onde eu realizei uma competição e ele venceu uma categoria”, destacou.

Pantufa era adepto do highline, modalidade do slackline que é praticada em altura elevada.

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