Formigueiro Quente - Foto cedida por Liliane Claudino
Formigueiro Quente - Foto cedida por Liliane Claudino
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Por William Araújo

No último sábado (26), a empresa Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte S/A (Belotur) disponibilizou o edital para o Concurso Municipal de Quadrilhas Juninas da cidade. De acordo com o Diário Oficial do Município, os interessados terão até o dia seis de junho, às 19h, para se cadastrarem junto à Comissão Junina Mineira 2018.

Neste ano, cada grupo poderá ter até 61 participantes, distribuídos entre um marcador, o mínimo de 24 dançarinos (12 pares já contabilizando o casal de noivos) e figurantes, que servirão para complementar a coreografia.

A festa ocorrerá em dois períodos diferentes. Nos dias 22, 23 e 24, se apresentarão os grupos de Acesso, compostos, automaticamente, por quadrilheiros que não participaram do Arraial de Belo Horizonte em 2017 e por quadrilheiros que ficaram em último lugar no grupo Especial – além dos que já estavam cadastrados.


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Nos dias 30 de junho e primeiro de julho, ocorrerá a apresentação dos grupo Especial, integrado pelos campões do ano passado.

Os dois grupos, de Acesso e Especial, terão entre 20 e 25 minutos para demonstrar coreografia, caracterização, casal de noivos, conjunto e marcador, itens pelos quais serão julgados.

Em 2017, participaram 36 grupos: 13 Especiais e 23 de Acesso. Os grupos que ficaram nas quatro últimas posições do Especial, entraram para o grupo de Acesso. Já os quatro primeiros colocados do Acesso, subiram para o grupo Especial que se apresentará neste ano.

O Arraial de Belo Horizonte 2018 ocorrerá em ambas datas na Praça da Estação, centro de Belo Horizonte, a partir das 16h – exceto na sexta-feira (22), dia da abertura do evento, quando a festa terá início às 19h.

Venda Nova será o “Formigueiro Quente”

Década de 1960 - Formigueiro Quente em lote vago no bairro Nova América - Foto cedida por Liliane Claudino
Década de 1960 – Formigueiro Quente em lote vago no bairro Nova América – Foto cedida por Liliane Claudino

Assumido pelos integrantes como o mais antigo de Belo Horizonte, o grupo cultural “Arraiá do Formigueiro Quente” surgiu em Venda Nova em 1967, no dia 13 de junho (celebração de Santo Antônio, padroeiro da região), no antigo bairro Nova América – atualmente, o bairro Mantiqueira.

Fundado pela senhora Terezinha Claudino e Hamilton Claudino bem antes do “Forró de Belô”, o grupo dançava em lotes vagos e praças.

Segundo a senhora Terezinha, o nome do grupo “Formigueiro Quente” se deu porque os terrenos baldios em que faziam a quadrilha eram repletos de formigueiros. O calor e o bater de pés dos dançarinos faziam as formigas saírem e atacarem a todos.

Década de 1960 - Fundadores da Formigueiro Quente em lote vago no bairro Nova América - Foto cedida por Liliane Claudino
Década de 1960 – Fundadores da Formigueiro Quente em lote vago no bairro Nova América – Foto cedida por Liliane Claudino

Dentre os títulos, estão os dois primeiros lugares nos concursos de quadrilha da regional e o segundo lugar obtido na data de comemoração dos 300 anos de Venda Nova.

Agora, no grupo de acesso do “Arraial de Belo Horizonte 2018”, os quadrilheiros participarão com 36 dançarinos (18 pares), um marcador e alguns apoiadores, somando 40 pessoas. Os noivos serão Keltton Claudino (16) e Keicy Ellen Claudino (24).

De acordo com Liliane Claudino, conhecida como a “Formigona Chefe” e quem atualmente administra os quadrilheiros, o “Formigueiro Quente” é um grupo que mantém a tradição e promove a inclusão desde o “Cupim Quente” – grupo infantil.

“Nele (o grupo), temos pessoas com dificuldade de mobilidade, problemas cognitivos, jovens, idosos e outros dançarinos de outras quadrilhas. Não fazemos nenhuma discriminação. Na verdade, quando essas pessoas chegam a nós, fazemos o máximo para adaptar os passos de dança para que elas também participem. E nesse ano aguardem, o ‘Formigueiro Quente’ irá surpreender”, diz Liliane.


 

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