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Protesto reuniu centenas de alunos nas proximidades da E.E. Santos Dumont na noite dessa quarta (21). Foto: reprodução/Studium Eficaz.
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Alunos da Escola Estadual Santos Dumont, localizada na Rua Alcides Lins, no Centro de Venda Nova, reagiram à fusão de turmas adotada pelo governo do estado. Em duas mobilizações ocorridas na manhã desta quinta-feira (22) e na noite dessa quarta (21), estudantes protestaram contra a possibilidade de demissões de professores e sobre as condições de ensino da unidade.

Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a Secretaria de Estado de Educação, por meio da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C, vai fundir turmas na escola. Dessa maneira, poderá haver dispensa de professores, já que o número de aulas tende a cair.

“Teve manifestação ontem à noite e agora de manhã. O estado quer fundir turma, demitir professor e superlotar as salas de aula num processo que não foi discutido com ninguém da escola nem da comunidade, os pais e estudantes”, ressalta a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.


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Segundo Denise, a medida do governo estadual tem um único objetivo: o corte de gastos em um estado com dificuldades financeiras. “Não tem outro objetivo. Como que você justifica fusão de turma no mês de agosto? Estamos às vésperas do ano terminar e os meninos do Ensino Médio às vésperas de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles vão ter seus professores substituídos agora? O que tem de pedagógico nisso?”, critica a sindicalista.

Em fotos e vídeos publicados nas redes sociais, os alunos seguram cartazes críticos à gestão Romeu Zema (Novo). “Zema, tira a mão da minha escola”, diz uma das faixas. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) também foi alvo dos protestos.

Outros alunos

Alunos se reuniram em frente ao Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na última segunda para cobrar o governo do estado. Foto: divulgação/SindUTE.
Alunos se reuniram em frente ao Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na última segunda para cobrar o governo do estado. Foto: divulgação/SindUTE.

Na última segunda-feira (19), alunos do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG), uma das escolas mais tradicionais da Região Centro-Sul da cidade, também se mobilizaram contra as medidas de Zema. Eles seguraram cartazes em frente à escola localizada no Bairro Funcionários.


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Segundo o Sind-UTE/MG, 14 turmas seriam cortadas na escola. Tanto do Ensino Médio quanto do Fundamental. A Secretaria de Estado de Educação, no entanto, informa que sete turmas foram encerradas.

Demissões

Ainda de acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, alguns professores já foram demitidos do quadro estadual neste ano. Entre eles está uma professora de Sociologia do IEMG. Ela participou dos protestos ao lado dos alunos.

A ameaça de cortes em um país com 13 milhões de desempregados também se estende a Venda Nova. “O governo do Zema tem promovido o desemprego na educação através das medidas que tem tomado. Um número grande já foi demitido. O vice-diretor do Santos Dumont (em Venda Nova) também está sendo ameaçado”, garante a coordenadora-geral da categoria, Denise Romano.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação. A pasta informou que “desde o início do ano, está adotando uma série de medidas dentro da proposta de qualificar o atendimento”.

A Secretaria também ressaltou que “as salas de aula passaram por medições e estão de acordo com a determinação da Resolução 449/2002 do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais1m² por aluno”.

O órgão também disse que a redistribuição não vai causar superlotação das salas. Ou seja, respeitando o limite de 37 alunos. Também defendeu que não haverá redução do atendimento escolar.

Além disso, a pasta destacou que novas 50 vagas serão abertas na escola vendanovense.

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