Escola Estadual Afrânio de Melo Franco - Foto: Will Araújo/Norte Livre
Escola Estadual Afrânio de Melo Franco - Foto: Will Araújo/Norte Livre
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Outubro de 2018, data em que temporais com ventos de 92km/h passaram por Venda Nova e derrubaram o muro da Escola Estadual Afrânio Melo Franco, situada no Bairro Santa Mônica. O período, também, é o mesmo que dá início à espera dos alunos pela reforma da estrutura e retomada das atividades normais no colégio.

Há dez meses a escola convive com o risco de ser invadida, com a exposição das quadras poliesportivas e com a brecha para partida de alunos(as), que, conforme funcionários, entram e saem quando querem.


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A escola não possui vigias e nem recursos humanos suficientes para zelar o vão que está aberto. Além disso, as recreações e aulas de Educação Física não podem ser praticadas na estrutura descoberta, o que é questionado constantemente pelos discentes, segundo funcionários.

Em março deste ano, o Jornal Norte Livre questionou a Secretaria de Estadual de Educação (SEE) sobre o prazo para reconstrução da estrutura colapsada. Em resposta, ela disse que liberaria nos dias seguintes o recurso para demolição do restante do muro, que tem risco de desabamento, a retirada do entulho e a colocação de tapumes — estruturas provisórias para fechar o local.

À época, a Secretaria de Casa Civil e Relações Institucionais divulgou o edital número 882838, no valor de R$ 15.510,82, para “Ampliação e/ou Reforma de prédio escolar”. Uma empresa, inclusive, já venceu a etapa. Porém, o recurso é destinado apenas para a intervenção emergencial com tapumes.

Ainda em março, sobre o muro definitivo, a Secretaria informou: “A planilha de obra de construção de um novo muro já foi elaborada pela equipe de engenheiros da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana B e aguarda o processo de licitação para a liberação de recursos para ser executada.”

Nada ainda

Dali em diante, parecia que tudo se resolveria, mas não foi o que ocorreu. Três meses após a resposta dada pela Secretaria, o muro continua aberto e a parcela que está de pé corre o risco de desmoronar. Novamente, moradores procuraram a equipe de reportagem do Jornal Norte Livre, a qual retomou apurações com a SEE.

A Secretaria respondeu que a intervenção emergencial começou nesta semana, entre os dias 7 e 13 de julho, e que a previsão para conclusão da demolição do restante do muro, recolhimento dos entulhos e colocação dos tapumes é de 30 dias. Sobre a construção do muro definitivo, disse que a planilha de obras já está em fase final de aprovação e que o recurso será liberado após o fim da primeira intervenção.

No momento seguinte, nossa equipe de reportagem compareceu ao local e não viu nenhuma movimentação de máquinas ou trabalhadores em função da obra citada. Perguntamos à SEE do que se tratava o início desta intervenção emergencial e obtivemos o resposta de que era apenas a visita de técnicos e engenheiro para avaliarem o lugar.

Questionamos, também, a necessidade de uma intervenção emergencial de R$15 mil anterior à construção do muro final, que, segundo a própria SEE, teria recurso liberado após os 30 dias mencionados. Ainda, solicitamos a informação dos valores estipulados na planilha da construção definitiva.

A resposta dada pela SEE foi que os documentos e planilhas, por estarem em etapa de finalização, não eram públicos e por isso não poderiam ser acessados.


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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo